A Águas do Ribatejo continua a aguardar que a EDP conclua a ligação da energia elétrica às estações elevatórias da nova ETAR de Fungalvaz, freguesia de Assentis, Torres Novas, medida essencial para que a empresa intermunicipal de águas e saneamento possa iniciar os procedimentos necessários para ativar a estrutura. Segundo a entidade, a expetativa é que o problema seja resolvido durante o atual mês de abril.
Em fevereiro, o CDS-PP questionou o Ministério do Ambiente sobre o tema, face às notícias de que a ETAR continuava sem funcionar devido ao facto de a EDP ainda não ter ligado a estrutura à rede, não obstante já se encontrar concluída desde novembro. “O atraso na ligação está a prolongar os episódios de poluição na ribeira da Beselga, um afluente do rio Nabão, uma vez que, até a ETAR entrar em funcionamento, os esgotos continuam a correr diretamente para uma vala daquela ribeira”, referia o texto.
Na quarta-feira, 3 de abril, no decorrer de uma entrevista ao Ministro do Ambiente, José Matos Fernandes, à Antena 1, um ouvinte questionou o responsável sobre o mesmo assunto, salientando os problemas de poluição e ruído que persistem na velha ETAR e a necessidade do seu encerramento. “O Governo não tem nada a ver com a ETAR de Torres Novas”, foi a resposta de José Matos Fernandes, que no entanto referiu que ia questionar o município torrejano sobre o tema.
A nova ETAR é, no entanto, uma responsabilidade da Águas do Ribatejo, que ao mediotejo.net adiantou que em março, após insistência da Assembleia da República e do Ministro do Ambiente junto da EDP, “foi ligada a energia à nova ETAR, mas continuam em falta as ligações nas estações elevatórias”. Segundo a empresa, a EDP comprometeu-se a concluir esta ligação a 11 de abril.
“Só com energia será possível fazer o comissionamento dos equipamentos e infraestruturas com a supervisão do Instituto da Soldadura e da Qualidade. Estimamos começar os testes de tratamento de águas residuais ainda durante o mês de abril”, referiu a mesma instituição.
A empreitada de execução do subsistema de saneamento de Fungalvaz ficou concluída no final de 2018, tendo o pedido de ligação da energia elétrica sido efetuado no início de janeiro. Segundo a Águas do Ribatejo, este subsistema é composto atualmente por três fossas sépticas, uma ETAR em leito de cheia e uma rede de drenagem.
“A empreitada consagrou a eliminação das fossas e da ETAR existentes, bastante degradadas, e a construção de três estações elevatórias e de uma ETAR numa nova localização para onde serão encaminhados todos os efluentes do sistema. Esta solução tem em vista um sistema adequado de recolha, drenagem e tratamento das águas residuais e a redução da poluição urbana na massa de água associada ao sistema de Fungalvaz”, esclarece.
