António Carlos Cortez é professor de Literatura Portuguesa, poeta e crítico literário. Créditos: DR

A Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes vai promover, entre março e maio, um curso de poesia portuguesa moderna e contemporânea, intitulado “Como ler e porquê?”. O curso é ministrado por António Carlos Cortez, professor de Literatura Portuguesa, poeta e crítico literário.

Segundo informação municipal, pretende-se com este curso dar a conhecer as principais tendências de alguma poesia portuguesa moderna e contemporânea, desde os precursores da poesia moderna como Cesário Verde (1855-1886), António Nobre (1867-1900) e Camilo Pessanha (1867-1926), a Fernando Pessoa (1888-1935) e Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), figuras cimeiras do Orpheu.

Do século XX vão ser discutidos doze autores: Irene Lisboa (1892-1958), Vitorino Nemésio (1901-1978), Jorge de Sena (1919-1978), Mário Cesariny (1924-2006), António Ramos Rosa (1924-2013), Herberto Helder (1933-2015), Ruy Belo (1933-1978), Luiza Neto Jorge (1937-1989), Fiama Hasse Pais Brandão (1939-2007), António Franco Alexandre (1944-) e Luís Miguel Nava (1957-1995).

“A par da análise de textos dos autores escolhidos, o presente curso convoca também a ideia de vanguarda no âmbito da história da arte, com especial relevo nas artes plásticas e nomes centrais do modernismo português, como António Carneiro, Amadeo, Almada ou Santa-Rita. As artes das neo-vanguardas em Portugal serão alvo de leitura interdisciplinar, relevando os seguintes artistas: Júlio Pomar, Cruzeiro Seixas, Vespeira, Jorge Vieira, Nadir Afonso, Nikias Skapinakis e Vieira da Silva”, refere a mesma informação.

As inscrições têm o custo de 30 euros, com desconto de 50% para quem provar ser estudante ou se encontre em situação de desemprego. As aulas decorrem às sextas das 19h00 às 21h00, e o curso é dirigido a professores do 3º ciclo e do ensino secundário, investigadores, alunos, bibliotecários, arquivistas e demais comunidade de leitores.

António Carlos Cortez nasceu em Lisboa, em 1976, e atualmente leciona as disciplinas de Literatura Portuguesa e de Português no Colégio Moderno, em Lisboa, sendo ainda investigador do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa) em Literatura Moderna e Contemporânea. Depois de ter publicado o seu primeiro livro de poesia em 1999, recebeu em 2011, com «Depois de Dezembro» (Licorne), o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para melhor livro de poesia publicado em Portugal, em 2010.

Na sua obra destacam-se os livros: «O Nome Negro» (Relógio D’Água ,2013), «Animais Feridos» (Dom Quixote, 2016) e a antologia «A Dor Concreta» (Tinta da China, 2016), vencedora do Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da Associação Portuguesa de Escritores, em 2018.  É ainda autor de «Voltar a Ler» (Gradiva), compilação de ensaios e crítica literária e de «Pedro & Inês, Palavras Vivas – 15 poetas contemporâneos» (Caleidoscópio), tendo obras publicadas no México e no Brasil, estando ainda incluído em várias antologias de poesia em Portugal e no estrangeiro.

Foto: Biblioteca de Torres Novas

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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