A metodologia de regularização de um conjunto de terrenos municipais ocupados indevidamente com hortas urbanas exaltou os ânimos na reunião camarária de Torres Novas de terça-feira, 3 de março. A proposta previa um concurso público, com júri selecionado, porém os vencedores já estavam escolhidos à partida, nomeadamente os ocupantes dos terrenos em causa. O Bloco de Esquerda (BE) apontou a situação como “fraude” e o tópico foi retirado para melhor análise.
A proposta foi levada pelo vereador Carlos Ramos (PS), que explicou tratar-se de uma forma de regularizar um conjunto de situações de lotes que foram ocupados sem autorização e que já tinham gerado queixas.
Mas a vereadora do BE, Helena Pinto, considerou o documento confuso e que a metodologia encontrada para resolver o problema não era a melhor. Apontaria assim o facto de se prever a realização de um concurso, com o respetivo júri, quando os vencedores, os que ocuparam os terrenos, já estavam escolhidos à partida.
O tópico aqueceu os ânimos, uma vez que Carlos Ramos foi insistindo na validade da proposta e Helena Pinto continuou a frisar que se tratava de uma “fraude”. O ponto acabaria por ser retirado.
