O programa “Ciência Viva no Verão” está de volta à cidade de Torres Novas. A edição de 2025 traz duas propostas para quem quer conhecer melhor a riqueza natural, geológica e cultural do concelho. A iniciativa é promovida em parceria entre o município de Torres Novas e o Centro Ciência Viva do Alviela – Carsoscópio, assinalando o quinto ano consecutivo de colaboração local no âmbito deste projeto nacional, que celebra agora a sua 29.ª edição.
Os dois percursos agendados para o mês de agosto têm participação gratuita, mas com inscrição obrigatória (AQUI), e destinam-se a toda a família, desde curiosos a amantes da natureza e da ciência. A organização recomenda que os participantes tragam roupa e calçado confortável, chapéu ou boné, protetor solar e água suficiente para garantir a hidratação ao longo dos percursos.
3 de agosto | Almonda: Da Nascente à Cidade
A primeira atividade decorre no dia 3 de agosto, com ponto de encontro marcado para as 9h00, junto ao parque de estacionamento da loja Renova – Fábrica 1. Intitulada “Almonda: Da Nascente à Cidade”, a caminhada propõe um mergulho no território e na história de um dos rios mais simbólicos da região.
O percurso começa na nascente do Almonda, na base do Arrife, e passa por locais icónicos como a Ponte entre Ribeiras. Os participantes terão ainda oportunidade de conhecer a enigmática Gruta de Lapas, com os seus túneis escavados em tufo calcário. Pelo caminho, será possível observar a fauna e a vegetação ripícola junto ao rio, numa abordagem que cruza ciência e sensibilização ambiental.
A visita prossegue até à Central do Caldeirão, antiga central hidroelétrica que marca a história da energia local, e termina no Núcleo de Arqueologia – Cerca da Vila, onde está exposto o mais antigo crânio fóssil humano encontrado em Portugal, com cerca de 400 mil anos, proveniente precisamente de uma das grutas do Almonda.
10 de agosto | Moinhos da Pena e da Charruada
A segunda atividade terá lugar a 10 de agosto, também com início às 9h00, na Rua dos Moinhos, em Casal da Pena. Com o título “Moinhos da Pena e da Charruada”, este percurso de cerca de 5 km oferece uma viagem entre geologia, história rural e paisagem.
O destaque vai para um dos maiores núcleos de moinhos de vento do país, com 12 estruturas tradicionais, erguidas no topo da escarpa do Arrife. Outrora essenciais à moagem de trigo e milho, os moinhos cessaram atividade nos anos 60, mas alguns têm vindo a ser recuperados com fins turísticos e pedagógicos.
O trajeto permite ainda observar de perto a vegetação mediterrânica, os afloramentos de calcário e a própria escarpa da Falha do Arrife, que marca fortemente a paisagem. A atividade terminará com a visita ao interior de um moinho recentemente restaurado.
