A saída de campo, realizada a 16 de junho, da Associação de Defesa do Património de Torres Novas (ADPTN), mediante o Projeto Rios, surpreendeu a equipa. Não obstante os fortes índices de pluviosidade dos últimos meses, os níveis de poluição na zona do Moinho da Cova, no rio Almonda, não diminuíram.
“Efetuada a análise dos parâmetros hidrológicos e físico-químicos da água do Rio Almonda, no Moinho da Cova, local de amostragem do grupo, os resultados não deixam de ser preocupantes: um caudal consonante com um inverno e primavera mais pluvioso; mas os mesmos níveis de concentração de nitratos registados em novembro, cerca de 20 mg/l, correspondentes a possibilidades de contaminação orgânica e problemas de toxicidade; e mantém-se o registo de cloretos na água, outro dos indicadores de poluição da água”, refere nota de imprensa.
“Infelizmente, os problemas da água do rio naquela zona da cidade são facilmente detetáveis por todos, através de uma observação simples e direta considerando a sua cor e cheiro”, constata a ADPTN.
Não obstante, o “Moinho da Cova encontrava-se limpo”, refere a equipa, tendo a ADPTN realizado uma recolha de resíduos, sobretudo num terreno contiguo ao rio.
O Projeto Rios prevê a organização de grupos de voluntários que adotam troços de rios e realizam duas saídas de campo anuais, uma na primavera e outra no outono, um projeto que em Portugal é coordenado pela ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental. Em Torres Novas há já dois grupos, o da ADPTN e o da Associação Viver Almonda.
As saídas de campo incluem atividades de monitorização ambiental e de participação cidadã, mas são também momentos de aprendizagem, de identificação de espécies de fauna e flora associadas às linhas de água e zonas ribeirinhas e de apelo à sua conservação e valorização.
