Nascente do Almonda, em Torres Novas. Na zona inferior à nascente do rio, a represa faz uma queda de água Foto: mediotejo.net

Em comunicado publicado nas redes sociais, a CDU de Torres Novas deixa críticas à empresa Renova, instalada em Zibreira, por ter encerrado o acesso à nascente do Almonda. Os terrenos são privados e a empresa alerta para a perigosidade do local, mas a CDU lembra que o rio é de todos e que o município tem que assumir a liderança de um projeto de requalificação do espaço.

“Têm-se repetido, nos últimos tempos, os casos em que visitantes ao local da nascente do Rio Almonda são impedidos de desfrutar da beleza e tranquilidade do espaço pela GNR que, ao que consta, age dessa maneira (mas sempre de forma cordata) para dar resposta a solicitações da empresa Renova”, começa por referir a CDU.

O partido refere que as informações de que dispõe são que embora a generalidade dos terrenos pertençam à empresa, “a nascente e o leito do rio fazem parte do domínio hídrico público o que, por si só, torna aberrante a situação que se gera”.

“A existência de alguns locais potencialmente perigosos, não dá a uma entidade privada o direito de tentar impedir o acesso de cidadãos a um espaço que é público. Obriga, isso sim, que as entidades públicas, em especial (neste caso) a Câmara Municipal de Torres Novas, assumam as suas responsabilidades e obrigações informando a população sobre a situação em presença e adoptando as medidas de sensibilização tidas por convenientes tendo em vista a salvaguarda da vida e da segurança de todos”, refere.

A CDU lembra que os problemas relacionados com o acesso à zona adjacente da nascente arrastam-se há décadas e que as intervenções previstas nunca se realizaram.

“A situação actual, em que o número de pessoas que pretendem desfrutar deste espaço é cada vez maior, obriga a que a Câmara Municipal de Torres Novas assuma, de uma vez por todas, a necessidade de requalificar a área em questão e se disponha sem hesitações a liderar um processo dinâmico que, contando com a participação da população (nomeadamente das povoações mais próximas) e dos proprietários dos terrenos envolvidos, tenha como objectivo permitir aos munícipes (e não só) o usufruto livre e em segurança de um dos mais significativos locais do património concelhio”, defende a CDU.

“A fruição do Rio Almonda, desde a sua nascente até à foz, é um direito de todos e, como tal, deve ser preservado e defendido”, conclui.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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