rebanho da serra de aire Foto: JF Fátima

Numa declaração enviada às redações, a CDU aponta responsabilidades à junta de freguesia do Pedrógão pela morte e desaparecimento do rebanho da Serra de Aire. Questiona ainda o facto de só agora, passados oito meses, se avançar com uma queixa-crime sobre o sucedido.

“A CDU – Coligação Democrática Unitária, concorda com todas as ações que contribuam para esclarecer tudo o que aconteceu com este projeto, sobretudo o seu trágico final”, adianta o partido em nota de imprensa. Destaca porém que é necessário apurar a verdade sobre os acontecimentos que marcaram o fim do rebanho do Pedrógão, encontrado morto no estábulo no final de 2019 e sem sinais do pastor.

“Tendo em conta que o projeto era público, pertença da Junta de Freguesia, pois aceitou, a custo zero, todos os bens e equipamentos que o integravam, a Junta deliberou “transferir” para terceiros a exploração do projeto, cuja gestão era inteiramente sua. Mas não transferiu, nem podia transferir, a sua responsabilidade sobre a evolução do projeto. Ora, se a Junta só no final de 2019 se apercebeu de que as cabras tinham morrido e o projeto acabado, significa que não acompanhou devidamente a evolução do projeto. Se o tivesse feito certamente o final não seria este”, refere o texto da CDU.

Os comunistas consideram que o presidente da junta do Pedrógão “tem o dever de tornar públicas as razões que o impediram de cumprir esta importante missão – a gestão deste bem público”. Questionam assim porque só a 25 de junho, em assembleia de freguesia, a situação foi tornada pública e só agora o presidente vai avançar com uma queixa-crime.

“No entender da CDU, um projeto público, da Junta de Freguesia, com uma finalidade social (prevenção de fogos florestais), com um valor apreciável, deveria ter sido tratado com maior atenção e responsabilidade”, conclui.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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