foto mediotejo.net

O casal iraquiano de Bagdade, que chegou a Torres Novas em maio ao abrigo do programa de refugiados, já não se encontra no concelho. Eram ambos engenheiros, a senhora estava grávida na época e traziam uma criança de colo. A Câmara Municipal não sabe o que se terá passado nem para onde terão seguido, quando se apercebeu da situação já tinham ido embora.

Contactada a respeito do caso pelo mediotejo.net, a vereadora Elvira Sequeira explicou que apenas três dos oito refugiados que chegaram em maio se foram embora, tendo ficado o irmão e o outro casal com duas crianças que chegou na mesma ocasião. Os que permanecem, incluindo um outro casal que se encontra com as Irmãs de Cluny, continuam a aprender português através do apoio do município, trataram dos papéis de legalização e estão inclusive à procura de emprego, alguns tendo já conseguido. “O problema é mesmo na língua”, referiu (falam apenas árabe).

“Não sabemos para onde foram”, constatou a vereadora, explicando que simplesmente se foram embora sem avisar o município e que o caso está com o Conselho Português para os Refugiados. A autarca admitiu que possam ter existido alguns problemas de integração desta família, mas que o município fez os possíveis para ir ao encontro das necessidades.

A casa onde habitavam vai permanecer disponível para o programa de acolhimento de refugiados, referiu.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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