Cidade de Torres Novas. Foto: Arlindo Homem

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou, em reunião do executivo, a minuta de contrato e adjudicação da empreitada “Reabilitação do Nogueiral – 1.ª Fase” à empresa EcoEdifica – Ambiente e Construções, SA, pelo valor de 1.372.062,05 euros, acrescido de IVA. A empreitada, que visa a reabilitação de espaço público na cidade, tem o prazo de execução de 365 dias.

O projeto foi submetido ao ITI – Investimentos Territoriais Integrados, do Quadro Comunitário Portugal 2030, tendo sido validado pelas entidades de gestão, nomeadamente a CCDR Centro e a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

A intervenção que este procedimento propõe “ambiciona uma profunda alteração ao espaço público”, que dá continuidade à obra realizada no ano de 2023 na rua do Caldeirão, e que segue com a reabilitação da totalidade da avenida João Martins de Azevedo. A área total aproximada a intervencionar é de 8500 m2.

De acordo com o projeto, a 1ª fase da Reabilitação do Nogueiral irá incidir sobre os seguintes locais:

• Levada da Central do Caldeirão desde o Açude Real, pretendendo-se com a mesma “uma maior visibilidade e interação com este testemunho da Revolução Industrial, com a criação de um deck sobre o mesmo, permitindo regularizar a supressão do corredor pedonal existente da Avenida João Martins de Azevedo”;

• No cruzamento da rua Alexandre Herculano com a rua do Bom Amor e com a avenida João Martins de Azevedo, reabilitando a rotunda, pavimentos, corredores pedonais, alguns dos espaços verdes, salvaguardando a relocalização da contentorização de RSU;

• Jardim das Laranjeiras, visando uma “transformação espacial que parte da reabilitação do pomar numa ampla praça pública com esplanada”, nova localização do quiosque e com casas de banho;

• Rede viária estrutural da intervenção, constituída pela rua Alexandre Herculano e pela avenida dos Bombeiros Voluntários, estando prevista a sua repavimentação, a criação de uma passadeira sobrelevada, o tratamento integral dos corredores pedonais com relocalização das paragens dos Transportes Urbanos Torrejanos e dos contentores RSU, que passarão em toda a dimensão do projeto a ser subterrâneos.

  • No troço da rua Alexandre Herculano entre a rua do Caldeirão e a Avenida dos Bombeiros Voluntários prevê-se uma substituição integral do pavimento e a sua inclusão na Zona de Coexistência do Centro Histórico;

• Na totalidade da intervenção está prevista a substituição total da rede de iluminação pública para tecnologia LED, com capacidade para telegestão, regularização dos corredores pedonais e criação de passadeiras com pavimento de aproximação tátil e substituição da contentorização RSU para subterrânea;

• Largo do Virgínia, pretende-se com a reabilitação “criar uma ampla praça com uma bolsa de estacionamento, evidenciando a arquitetura do Teatro Virgínia”.

Foto: CMTN

Dados os constrangimentos que poderão ser provocados pela empreitada, no que respeita ao estacionamento e de forma a minimizar os impactes da supressão de lugares de estacionamento no Largo do Teatro Virgínia, a Câmara de Torres Novas anunciou a hipótese de utilização parcial da cobertura do Parque Almonda para estacionamento público, com uma capacidade de 44 lugares, sendo dois deles exclusivos para mobilidade reduzida.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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