Nascente do Almonda, em Torres Novas.

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou um subsídio de 15 mil euros, à semelhança de anos anteriores, para apoio à realização de trabalhos arqueológicos no Sistema Cársico da Nascente do Almonda, inseridos no projeto de investigação coordenado pelo professor João Zilhão.

Atendendo “à natureza sistemática do trabalho desenvolvido, à coordenação cientifica de mérito sobejamente reconhecido, e ao interesse que este projeto apresenta do ponto de vista do conhecimento cientifico, cultural e patrimonial, não só para o concelho como a nível internacional”, a Câmara Municipal considera este projeto de “extrema relevância” para a arqueologia, com destaque para os resultados referentes à Lapa da Bugalheira (Almonda) e à Gruta do Aderno (Almonda).

Assim, o apoio solicitado será aplicado da seguinte forma: escavação e prospeção arqueológica – 10 000 euros; deslocações, participações em congressos e estudo de coleções – 2 500 euros; e datações pelo radiocarbono – 2 500 euros.

Desde finais da década de 80, inícios da década de 90, têm vindo a ser desenvolvidos trabalhos de investigação no âmbito da pré-história, dentro dos limites do concelho, com particular
relevância para as jazidas arqueológicas da rede cársica associada à nascente do Rio Almonda.

O Município tem vindo a participar neste projeto dando apoio financeiro desde há algumas campanhas assumindo-se como mecenas e motor financeiro do projeto. Os resultados que têm vindo a ser conseguidos são considerados de “extrema importância”, do ponto de vista da história da ocupação humana na Península Ibérica, “trazendo novos dados que permitem delinear com mais exatidão a disseminação do Homem pelo território europeu, tratando-se de testemunhos extremamente raros”, lê-se em nota de imprensa enviada às redações.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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