Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes. Foto: CMTN

A Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, vai acolher de 5 de fevereiro a 2 de março a exposição ‘TET – Teatro Experimental Torrejano’, mostra que contará em imagens um pouco da história desta associação ao longo dos últimos 50 anos. A iniciativa inclui ainda uma conversa com os atores e encenadores do TET, Eduardo Dias e Pedro Marujo, na segunda-feira, dia 5 de fevereiro, às 18h00.

Para entender a atividade desenvolvida pelo TET será necessário recuar até 1973, ano da criação do Centro de Juventude de Torres Novas. Neste organismo criaram-se condições para a formação de um grupo de teatro dirigido por António Lúcio Vieira, designado por núcleo de teatro experimental do Centro da Juventude.

O coletivo apresentou renovadas linguagens, como são exemplo as criações “Auto do Físico “de Jerónimo Ribeiro (estreia mundial) e “Antígona” de Sófocles, permitindo desvendar horizontes de mudança num Portugal culturalmente asfixiado por um regime fascista.

Depois de 25 de Abril de 1974, o grupo de teatro experimental do Centro da Juventude desmembra-se. Em 29 de março de 1975 surge a primeira notícia da apresentação pública do TET à comunidade torrejana no antigo salão do Salvador. Estreiam “Guerra Santa”, de Luís Sttau Monteiro no Teatro Virgínia em 14 de junho de 1977, uma encenação de António Lúcio Vieira. Até ao final da década de 70 muitas foram as iniciativas, desde teatro para a infância, tertúlias, ações formativas e criações. A atividade do TET esvanece por volta de 1980.

Passado meio século do início da atividade do TET, Teatro Experimental Torrejano, e dos 50 anos da revolução de Abril, os atores e encenadores, Eduardo Dias e Pedro Marujo, recuperaram os objetivos e a designação do projeto. Hoje o TET, legalmente reconhecido como Associação Cultural, pretende desenvolver projetos profissionais na área da criação, investigação e experimentação teatral, tendo atualmente em curso um projeto formativo que conta já com cerca de vinte formandos.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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