Mãe junto aos Bombeiros Foto: Bombeiros Voluntários Torrejanos

O caso data já de 4 de dezembro mas só esta sexta-feira, 11 de dezembro, tornou-se público no mural de facebook dos Bombeiros Voluntários Torrejanos. Após uma chamada telefónica de uma mãe com sintomas de trabalho de parto, os bombeiros deslocaram-se pela meia-noite a Casal Pote, na freguesia da Meia Via. O bebé, uma menina, acabou por nascer minutos depois na ambulância. O parto foi assistido pelos bombeiros Nuno Gorjão e Pedro Matos, dos Bombeiros Voluntários Torrejanos.

“Por volta da meia-noite do dia 4 de dezembro de 2020, os Bombeiros Voluntários Torrejanos receberam uma chamada telefónica, de uma grávida. Poucos minutos depois, chegava uma ambulância à porta da senhora, no Casal Pote (Meia Via). A senhora, com algumas dores, comentou que se previa que o bebé nascesse naquele dia. Mas nada fazia adivinhar o que viria a acontecer, em poucos minutos: já na ambulância, Nuno Gorjão e Pedro Matos começam a ver a coroa encefálica e Maria Beatriz nasceu aos dezassete minutos da meia-noite de 4 de dezembro, na ambulância”, refere notícia da corporação.

O parto foi “inesperado”, uma vez que tudo se sucedeu em cerca de oito minutos, e decorreu sem problemas, para alegria e “alívio” dos envolvidos. Nenhum dos bombeiros, em 15 anos em serviço, alguma vez tinha dado apoio a um parto. “Ainda na ambulância, realizaram o protocolo (limpeza, aquecimento e aspiração). Pouco depois, chegou ao local uma VMER e foi retirada a placenta e cortado o cordão umbilical, seguindo-se o transporte da mãe e filha para a maternidade da Unidade de Abrantes”.

Nas palavras de Nuno Gorjão, refere a mesma informação, “aconteceu tudo tão depressa que é difícil de explicar. Não consigo descrever a sensação de alegria e bem-estar. Talvez tenha sido um sinal de esperança para o final deste ano de 2020 e também para o ano que se avizinha”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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