Beatriz Ângelo em Torres Novas no ciclo Antiprincesas. Foto: DR

O Museu Municipal Carlos Reis, em Torres Novas, recebe, no domingo, às 16h00, no ciclo Antiprincesas, a peça sobre Carolina Beatriz Ângelo, que destaca a vida da médica e feminista portuguesa, a primeira mulher a votar em Portugal, em 1911.

A lei afirmava que só podiam votar cidadãos maiores de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família. O facto de ser viúva e ter de sustentar a sua filha permitiu-lhe invocar em tribunal o direito de ser considerada “chefe de família”.

Em comunicado, a Câmara de Torres Novas lembra que o ciclo Antiprincesas “destaca mulheres que viveram sem coroas, sem castelos e que não tinham superpoderes, mas que foram verdadeiras heroínas na vida real, ao desafiar os cânones e revolucionar o mundo em vários domínios”.

“Carolina Beatriz Ângelo marcou a história portuguesa porque foi uma defensora apaixonada de um ideal democrático e uma heroína que vem sublinhar a evidência de que a vida não é um conto de fadas, e que vale a pena enfrentar todas as dificuldades e lutar por aquilo em que acreditamos”, salienta a autarquia, adiantando que o espetáculo, de entrada livre sob inscrição prévia, tem direção e interpretação de Cláudia Gaiolas.

A sessão de teatro tem a duração de 35 minutos e destina-se a famílias, sendo o público-alvo dirigido a maiores de 6 anos. 

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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