Hospital de Torres Novas. Foto: DR

Na assembleia municipal de 12 de janeiro, sexta-feira, a deputada do Bloco de Esquerda (BE), Dina Sá, abordou “a situação de caos que se vive nas urgências” e a necessidade de se “investir no melhoramento deste serviço no Hospital de Torres Novas e no Hospital de Tomar”.

No texto lido no início da sessão, Dina Sá referiu que, segundo o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), “apesar do reforço das equipas e da abertura de 33 novas camas nos serviços de medicina interna, a unidade de Abrantes é a que tem maior fluxo de utentes em urgência, pois como é sabido é ai que se situa a única urgência Medico-cirúrgica”. Há ainda um serviço de consulta aberta “que, supostamente, serviria para descongestionar os serviços, mas que não está a ser usado como esperado”.

“Mas o que todos sabemos é que a situação caótica desta urgência, nada tem a ver com quaisquer picos de gripe, é sempre assim, é sempre um mau serviço que ali é prestado aos utentes do SNS. Aquele espaço não tem condições para prestar o serviço que lhe está atribuído, todos o sabemos, os que infelizmente por lá passam, os familiares e os profissionais de saúde”, defendeu.

Dina Sá lembrou que se vão investir seis milhões de euros em obras, mas “que não sabemos quando vão estar concluídas, o que é certo é que a concentração de doentes naquele espaço obrigará sempre a grandes deslocações e a mais investimentos em recursos humanos”. “Portanto, não há volta a dar, equipar e investir nos hospitais de Torres Novas e Tomar, dotá-los de urgências de nível superior ao que existe hoje é o mínimo que se exige aos responsáveis políticos”.

“Esta responsabilidade não é só do governo, mas também dos autarcas, vamos todos juntos exigir um nível superior de urgências para cada um destes hospitais, o nosso de Torres Novas e o de Tomar”, concluiu.

Na resposta, o presidente da Câmara, Pedro Ferreira, comentaria que “ninguém faz milagres” e que a administração do CHMT tem feito os possíveis para atender às necessidades. Constataria ainda que enquanto os especialistas médicos não “sentirem orgulho” em trabalhar nos hospitais, o problema de falta de pessoal vai manter-se, apelando a que não se passe uma imagem negativa da instituição.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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