Algumas dezenas de pessoas, perfazendo cerca de 30 carros, saíram na tarde deste sábado, 7 de novembro, do Carreiro da Areia, Torres Novas, para realizar um “buzinão” ao longo de um percurso que passou pelo Entroncamento, Riachos e terminou no centro histórico de Torres Novas. A ideia, organizada pelo movimento cívico Basta, consistia em alertar que a poluição associada à ribeira da Boa Água continua, não obstante tenha sido dada ordem de encerramento à empresa Fabrióleo.
A chuva marcou a tarde do “buzinão” do movimento Basta contra a poluição, numa iniciativa já de si limitada pelas medidas de contenção da pandemia de Covid-19. Na impossibilidade de se realizar novamente uma grande manifestação, como em outros anos, no Carreiro da Areia reuniram-se algumas dezenas de pessoas nos seus veículos pessoais.
A contestação não foi além do desfile de carros com os piscas ligados e o próprio buzinão, exibindo os veículos um cartaz a dizer “Basta”. Em Riachos juntaram-se mais alguns carros ao desfile, até ao centro histórico torrejano, onde o buzinão terminou.
Não obstante todas as limitações, o movimento Basta manifestou-se satisfeito pela adesão. “Todos sabemos que a Fabrióleo teve uma ordem de encerramento e que apesar de não estar a produzir está a descarregar águas ácidas que tinha armazenadas e continuam a vir camiões todos os dias”, afirmou o porta-voz, Pedro Triguinho. Segundo o ativista, o problema dos maus cheiros contínua e há descargas a ocorrer sempre que chove.
A ordem era não sair dos carros e manter o distanciamento, cumprindo assim as regras da pandemia. O movimento procurou assim alertar a quem assistiu ao desfile que a poluição não terminou e não pode ser esquecida.
De recordar que a empresa de óleos vegetais Fabrióleo, localizada no Carreiro da Areira, teve ordem de encerramento definitivo em junho, devido ao historial de poluição, mas continuam a surgir queixas de que há circulação de camiões de resíduos, com descargas poluentes para as linhas de água.
