Castelo de Torres Novas Foto: CMTN

A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou, em reunião de executivo, a abertura do procedimento de concurso público para a empreitada “Quarteirão Cultural – Acessibilidades no Castelo de Torres Novas”, uma intervenção com prazo de execução previsto de um ano.

De acordo com o presidente da autarquia, José Trincão Marques (PS), a obra irá incidir sobretudo na melhoria dos acessos pedonais e na requalificação da envolvente do castelo. “Isto envolve as escadas que vão ser feitas da Praça dos Claras para o Castelo”, explicou, acrescentando que o projeto contempla ainda “a iluminação e arranjos na envolvente, nos caminhos à volta do Castelo”.

A intervenção agora lançada não inclui, para já, a instalação de um elevador, solução inicialmente prevista no projeto. Segundo o autarca, a decisão deve-se a constrangimentos orçamentais.

“Inicialmente estava no projeto a questão do elevador que decidimos, por falta de verba, não avançar já”, afirmou, dando como exemplo a necessidade de canalizar recursos para outras prioridades municipais, como “a cobertura do Palácio dos Desportos” ou intervenções na rede viária.

ÁUDIO | José Trincão Marques, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas

Recorde-se que a Câmara Municipal de Torres Novas aprovou, em maio de 2025, as peças de procedimento e abertura de concurso público da empreitada “Quarteirão Cultural – Acessibilidades ao Castelo de Torres Novas (Lote 1 – Elevador e Lote 2 – Escadinhas)” pelo valor global de 1,7 milhão de euros [1.733.850,00 €].

Ainda assim, José Trincão Marques garantiu que a questão da acessibilidade continuará a ser uma preocupação do município, apontando para uma abordagem mais abrangente no futuro.

“No próximo ano ou no outro a seguir, ainda neste mandato, trataremos não só das acessibilidades com o elevador, mas também dentro do castelo”, referiu.

Projeto inicialmente previsto. Foto: CMTN

O presidente da Câmara sublinhou que a instalação de um elevador, por si só, não resolveria os problemas existentes.

“O castelo tem uma série de irregularidades de acesso às muralhas, etc. Para uma pessoa com deficiência, o elevador só por si não resolveria”, disse, defendendo a necessidade de “repensar a acessibilidade, não só através do elevador, mas também a mobilidade dentro do castelo”.

Apesar da exclusão, para já, dessa componente, o autarca reforçou o compromisso com a inclusão: “Continuamos preocupados com as pessoas com mobilidade reduzida, mas para já vamos avançar com esta obra”.

José Trincão Marques destacou ainda a importância estratégica da intervenção, enquadrando-a nas prioridades do atual mandato. “É uma obra de execução deste mandato e orgulhamo-nos de dar início hoje a duas obras bastante importantes, uma delas é esta”, concluiu.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

Entre na conversa

1 Comment

  1. Certamente que o património se reveste de grande importância, e eu sou acérrimo defensor da sua preservação mantendo vivo a nossa identidade como Povo e País. Mas quando vemos o que falta, desde, estacionamentos, pavimentação de artérias, rotundas esburacadas, falta de saneamento básico em alguns locais do Concelho, etc, parece-me um paradoxo, gastar quase 2 milhões de Euros nesta requalificação. É a minha opinião, vale o que vale. Obrigado.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *