A Câmara de Torres Novas aprovou a abertura do concurso público para a empreitada do Almonda Parque, que inclui a construção de uma nova ponte da Bácora, a intervenção no Moinho dos Duques, nos arruamentos, incorporando a ciclovia e requalificação da zona da Tarambola.
A intervenção inserida no PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano tem como preço base 1 milhão e 56 mil euros, sendo o prazo de execução previsto de 12 meses.
Segundo informação da Câmara, a obra pretende “contribuir para a revitalização e qualificação do centro histórico através da transformação do espaço em parque urbano, permitindo promover a fruição e a acessibilidade ao rio, bem como restaurar e reabilitar os equipamentos existentes”.
Está prevista a demolição da Ponte da bácora existente e a sua reconstrução com recurso a novos materiais, infraestruturas e iluminação, “dando cumprimento ao definido na legislação relativa às acessibilidades e potenciando um acesso mais eficiente ao centro histórico e às zonas comerciais”, explica a autarquia em nota de imprensa.
Em relação à Tarambola e envolvente vai ser reconstruída e reabilitada, de forma a garantir a memória da sua utilização e recriando uma zona de estadia e usufruto do rio.
A empreitada deste parque público inclui outros trabalhos como: estabilização de taludes através de aplicação de bio rolo, estacas de madeira e muros em gabiões vivos, construção de ciclovia, implantação de equipamentos de “fitness”, substituição da iluminação pública, construção de decks e a melhoria da acessibilidade ao rio e ao centro comercial da cidade, instalação de mini-ecopontos, iluminação decorativa e pública LED, redimensionamento e otimização de sistema de drenagem de efluentes e ainda a recuperação e consolidação de uma parte do Lagar, com o objetivo de evocar a memória espacial do moinho no seu território.
Na reunião de câmara do dia 15, onde o processo foi analisado, a vereadora Helena Pinto (BE) levantou algumas questões sobre o projeto nomeadamente quanto à composição do júri que, na sua opinião, devia incluir um técnico da Divisão do Urbanismo. Criticou também a derrapagem dos valores da obra falando numa diferença de 150 mil euros, crítica que o presidente Pedro Ferreira (PS) rebateu.
A eleita do BE acabou por se abster na votação.


E a (assim chamada) “Ribeira da BOA Água”? Só para que conste, a “Volta a Portugal” (em bicicleta) está a ser convidada para passar por aí.