O município de Torres Novas assinalou o Dia da Floresta Autóctone, celebrado a 23 de novembro, com o arranque da fase final da reconversão florestal na zona da Meia Via. A iniciativa marca o início da plantação de cerca de 2.300 sobreiros e medronheiros, espécies nativas adaptadas às condições da região e fundamentais para a criação de ecossistemas mais resilientes.
A intervenção insere-se num projeto de recuperação ecológica de um antigo eucaliptal de cerca de quatro hectares, que tem vindo a ser transformado numa área florestal de base autóctone. Após os trabalhos de abate, remoção de touças e preparação dos solos, inicia-se agora a etapa considerada “mais significativa”: a instalação das espécies que irão redefinir a estrutura e o valor ambiental da área.
De acordo com a nota divulgada, esta reconversão pretende “reduzir o risco de incêndio, aumentar a biodiversidade, valorizar o uso sustentável do território e alinhar o concelho com as metas nacionais e europeias de adaptação às alterações climáticas. A aposta em espécies nativas, como o sobreiro e o medronheiro, procura garantir uma floresta mais equilibrada, com maior capacidade de regeneração e contributo para o sequestro de carbono”.
O projeto integra ainda uma estratégia “mais ampla de promoção da sustentabilidade ambiental e valorização das áreas verdes, com o objetivo de aproximar a população dos espaços naturais e reforçar a proteção do património ecológico local”.

“A plantação agora iniciada simboliza, no Dia da Floresta Autóctone, uma aposta clara na regeneração dos ecossistemas e na construção de uma paisagem mais diversificada e preparada para os desafios ambientais do futuro. Plantamos hoje as bases de um futuro ambientalmente mais sustentável”, conclui a autarquia.

