*atualizado às 20h47 de 14 de janeiro de 2018
A Assembleia Municipal de Torres Novas aprovou por maioria na sessão de sexta-feira, 12 de janeiro, o orçamento para 2018, no valor de 31 milhões de euros. Um dos factos apontados foi a ausência do Orçamento Participativo (OP) no plano. O presidente Pedro Ferreira esclareceu que se vai dar um ano para concluir as obras dos OPs anteriores, organizando-se apenas o OP Jovem.
Um orçamento de 31 milhões de euros, em que 26 milhões destinam-se a “obras e contas municipais equilibradas com redução da dívida”, foi a proposta que a Câmara Municipal entregou à votação dos deputados municipais. O debate passou por vários temas, focando-se o aumento em cerca de 60% dos valores em contrato de execução com as juntas de freguesia e a necessidade de reabilitar o centro histórico, mas também a falta de médicos na região ou a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
Da bancada da CDU partiu a questão sobre a ausência do OP no orçamento de 2018. Pedro Ferreira explicou que ainda há vários projetos pendentes de anos anteriores, pelo que este ano se optou apenas por lançar o OP Jovem.
O documento foi aprovado por maioria, com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD e do CDS, e votos contra do BE e CDU.
O orçamento de 2018 de Torres Novas soma 31.233.006 euros. A verba destina-se a avançar com obras que já foram aprovadas por fundos comunitários e têm que cumprir os repetivos prazos, nomeadamente o Centro Escolar de Santa Maria, a Escola Secundária Maria Lamas, o interior do Castelo, a Vila Cardillium, o novo Centro de Saúde, trabalhos de eficiência energética em edifícios municipais e na renovação da iluminação pública, assim como as obras em PEDU.
Há ainda a previsão, segundo a informação avançada por Pedro Ferreira em reunião de câmara de 28 de dezembro, de concluir as infraestruturas da zona industrial de Riachos, a reabilitação da pista de atletismo do estádio municipal, a criação de um campo de futebol com relvado sintético em Riachos, a requalificação do relvado no Campo da Pinheira em Assentis, a construção de ringues na Lamarosa, na Pena ou na Zibreira, entre outras iniciativas. Pretende-se ainda investir na rede viária do concelho, sendo que o município se encontra a definir quais as estradas mais prioritárias.
O orçamento contempla ainda alguns “desejos” de aquisição, com verbas simbólicas indicadas, como da antiga Fiação e Tecidos.
