Assembleia Municipal de 19 de dezembro de 2016. FOTO: mediotejo.net

A assembleia municipal de Torres Novas aprovou por maioria os documentos previsionais para 2017, nomeadamente o Orçamento Municipal e Grandes Opções do Plano. O documento recebeu os votos contra da CDU, Bloco de Esquerda e CDS e duas abstenções. O orçamento situa-se nos 31 milhões de euros.

Num ano que estará voltado para as obras públicas, nomeadamente no saneamento, o facto não passou despercebido a alguns deputados, que criticaram algumas das prioridades assumidas. O presidente da câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, começou por enumerar alguns dos investimentos, lembrando que só na administração geral do município estão previstos 16 milhões de euros de despesa (entre impostos, taxas, comparticipações, amortizações de empréstimos, encargos, etc). O autarca recordou que a dívida municipal se encontra atualmente nos 20 milhões, uma redução de 14 milhões desde 2013.

O Bloco de Esquerda tornou a frisar que a prioridade deveria ser apontada para a requalificação das estradas, o PSD salientou a “falta de empreendedorismo” e um documento a pensar na campanha eleitoral. Já a CDU abordou o facto de haver poucas receitas e muita pressão da despesa. As diversas dívidas municipais e os maus investimentos do passado foram lembrados pelos CDS, numa análise que percorreu as várias bancadas.

O orçamento seria aprovado por maioria, com votos contra do Bloco de Esquerda, da CDU e do CDS.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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