António Rodrigues, ex-presidente da CM Torres Novas, vai liderar a candidatura do Movimento Independente P'la nossa Terra Foto/Fonte: D.R./António Rodrigues

A expetativa na noite de sexta-feira, 3 de julho, era que a apresentação do movimento independente autárquico ‘P’la nossa Terra’ viesse acompanhado de uma recandidatura de António Rodrigues à Câmara de Torres Novas. Mas o ex-autarca torrejano esfriou os ânimos, garantindo que essa questão ainda não se coloca, nem o próprio sabe o que vai fazer. Confirmou um convite do PS para entrar na corrida à Câmara de Santarém nas autárquicas de 2021, mas preferiu não adiantar pormenores. Na noite de apresentação do movimento foram muitas as críticas que deixou à gestão municipal do socialista Pedro Ferreira, classificada como “muito má”, sem estratégia, estando o concelho a perder competitividade e investimento, sendo um dos motivos que levou à criação do movimento.

Formado em 2016, o Movimento P’la nossa Terra vai ganhar uma página nas redes sociais e quer contribuir a partir de agora para o debate autárquico, com propostas para o futuro do concelho. Segundo foi avançado, possui cerca de 45 pessoas associadas, da área empresarial e setor dos serviços, querendo captar a atenção dos mais jovens para as causas do município.

“É a primeira vez depois do 25 que aparece um movimento autárquico independente”, começou por afirmar António Rodrigues, ex-presidente da Câmara de Torres Novas, a qual liderou durante cerca de duas décadas. Já houve movimentos independentes ao nível das freguesias, reiterou, mas nunca do concelho.

 

“Não estamos a apresentar a candidatura de ninguém”, garantiu, excluindo assim aquela que era a expectativa da noite, afirmando que ainda não sabe se irá concorrer ao próximo processo eleitoral. António Rodrigues preferiu frisar a riqueza do grupo independente que agora representa, salientando que podem nunca vir a apresentar um candidato às autárquicas de 2021.

“Dizer que Torres Novas está a ser mal governada (…) é constatar um facto”, afirmou António Rodrigues, apontando o afastamento do município da associação empresarial NERSANT e de uma política cultural estruturada. O autarca frisou várias vezes que não se estava a dirigir a ninguém, mas salientou que a gestão atual do município de Torres Novas “não é má, é muito má”.

“Assusta-me ver Torres Novas a perder terreno” em relação a outros concelhos, comentou, assim como capacidade de captação de emprego e de investimento. “Queria ver um esforço, uma estratégia”, afirmou, argumentando que o urbanismo tem sido incapaz de responder às dificuldades das empresas.

Ex-presidente António Rodrigues não pouca nas críticas à atual gestão autárquica socialista. Foto: mediotejo.net

O movimento deixou a garantia que vai apresentar a curto prazo um programa interventivo e de discussão, não adiantando porém mais pormenores sobre o mesmo.

Questionado sobre o convite do PS de Santarém, António Rodrigues confirmou, mas preferiu não adiantar mais pormenores sobre o tema. As eleições autárquicas vão decorrer em 2021. Pedro Ferreira (PS) é o atual presidente da Câmara Municipal de Torres Novas.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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