Foto: Agrocluster Ribatejo

O Agrocluster Ribatejo convidou a SGS Portugal para vir a Torres Novas falar sobre os riscos de exportação dos produtos agroalimentares, no último 5 de fevereiro. No final, o Agrocluster assinou um protocolo de colaboração com a SGS para que as empresas associadas tenham melhores condições de acesso aos serviços prestados por esta empresa no âmbito da promoção de boas práticas de exportação.

Na sessão, as especialistas Teresa Branco, Mónica Antunes e Rita Cunha Porto expuseram os cuidados a ter pelas empresas que exportam ou pretendem exportar este tipo de produtos. Segundo nota de imprensa, as especialistas começaram por referir causas típicas de insucesso em processos de internacionalização, seguindo para a explicação dos mecanismos para a gestão do risco neste processo.

Referiram que as empresas devem, em primeiro lugar, conhecer bem o seu produto, – evitar remeter características do produto incompletas ou imprecisas – bem como a regulamentação do país de destino sobre a conformidade do produto que pretendem exportar. Devem ainda conhecer as suas responsabilidades em relação ao controlo do produto enquanto exportador e, por fim, necessitam conhecer os requisitos do potencial cliente para evitar o insuficiente cumprimento.

Quantos aos mecanismos, indicaram “o controlo de qualidade e segurança alimentar dos produtos para exportação, análises laboratoriais que indiquem a ficha técnica do produto e verificar a conformidade através de inspeções e certificações”. Embora existam algumas obrigatórias em Portugal (dependente do tipo de produto), as empresas necessitam ainda “verificar quais as inspeções e certificações necessárias abrangidas pela lei do país para onde vão vender e ainda as exigidas pelo cliente”.

O Agrocluster terminou a sessão a firmar um protocolo de colaboração com a SGS, assinado na sessão pelo Presidente do Agrocluster Ribatejo, Carlos Lopes de Sousa, e pelo diretor geral da SGS, João Marques, que permite às empresas associadas do Agrocluster ter condições preferenciais de acesso a serviços laboratoriais e apoio técnico no âmbito da verificação de rotulagem, auditorias e inspeção, entre outros serviços que promovem boas práticas de exportação, garante a mesma informação

Este workshop foi realizado no âmbito do AgriRenaissance – “Innovation-driven agri-food sectors for a European industrial renaissance”, projeto europeu subsidiado pelo programa de financiamento europeu Interreg EUROPE que pretende promover o desenvolvimento de toda a cadeia agroalimentar em cinco regiões da Europa.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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