Revista ‘Nova Augusta’ nº 36 é apresentada no sábado, em Torres Novas

O número 36 da revista ‘Nova Augusta’, revista de cultura da Câmara de Torres Novas, é lançado no sábado, dia 28 de dezembro, na Biblioteca Municipal. O momento está marcado para as 15h30 e vai contar com a participação de alguns colaboradores convidados.

Segundo informação do município, neste número da revista dois cadernos assumem uma relevância particular, no ano em que se comemoram os 50 anos do 25 de Abril e o bicentenário do nascimento de Andrade Corvo, datas que foi possível assinalar graças à colaboração de Vítor Antunes, Helena Duarte Ferreira, Luís Carvalho, Margarida Moleiro, Rui Alves Vieira e António Ribeiro.

Uns contam histórias de censura, mas também de exultação revolucionária; outros contêm informações biográficas ou aspetos relacionados com a obra artística ou política da multifacetada figura que foi Andrade Corvo.

Artigos assinados por Manuela Poitout, António Mário Lopes dos Santos, Luís Batista, Vasco Jorge Rosa da Silva, Paulo Renato Ermitão Gregório, Marta Nunes Ferreira, Patrícia Silva e João Lizardo, completam uma boa parte da revista, dentro das temáticas habituais da Nova Augusta, da História, História da Arte e Arqueologia, às quais se acrescenta agora a do património natural.

A apresentação terá o formato de “mesa-redonda”, com a participação de alguns colaboradores convidados, procurando alargar o debate a todos aqueles que, de uma forma mais ativa, pretendam participar na sessão.

Juntamente com a revista será ainda publicada uma separata com o memorando das comunicações do Encontro de Historiadores do Ribatejo de 2023, realizado no núcleo museológico da Central do Caldeirão.

Recorde-se que a revista ‘Nova Augusta’ foi fundada em 1962, por Alberto Borges dos Santos, o então diretor da Biblioteca Municipal, sendo apenas editados dois números da revista. A revista só voltou a ser publicada em 1981, por José Manuel Carraça da Silva, terminando três anos depois em 1984. A partir de 1991, a edição foi quase ininterrupta, com uma interrupção de dois anos.

Os primeiros números da revista “continham textos de natureza muito diversificada, embora privilegiando autores e temas torrejanos”, lê-se em nota de informação divulgada pelo município. Com o final da década de 90, a ‘Nova Augusta’ “assumiu-se como uma publicação mais vocacionada para os estudos locais, nomeadamente, da história, geografia, arqueologia, etnografia e património do concelho de Torres Novas”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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