Catarina Martins defendeu em Torres Novas reforço da cultura e alertou para falta de investimento. Foto: DR

A candidata presidencial Catarina Martins afirmou em Torres Novas que o Presidente da República deve assumir “um papel mais ativo na defesa do património cultural” e alertou para a falta de investimento na área, durante uma visita ao Museu Municipal Carlos Reis.

“Portugal tem uma capacidade extraordinária na criação artística e um património cultural muito importante. Investimos pouco em cultura, abandonamos muitas vezes quem faz arte e quem preserva o património, e não o devemos fazer”, declarou a antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, sublinhando que “o investimento em cultura é um investimento forte no futuro”.

A candidata esteve no museu para visitar a exposição “Arquitetos da Liberdade”, dedicada ao papel das mulheres na luta pelo direito à habitação antes e depois do 25 de Abril.

“É importante assinalar o papel extraordinário que as instituições culturais têm por todo o país, permitindo-nos conhecer a nossa história e aquilo que somos capazes de fazer”, afirmou.

Questionada sobre a recente cirurgia do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, a candidata disse que “não vale a pena criar problemas onde eles não existem”, explicando que “a intervenção correu bem, que acordou e está em plena capacidade”, pelo que “é natural que, estando em plenas capacidades, não se faça substituir”.

Admitiu, contudo, que “havendo uma anestesia geral, teria sido prudente acionar o sistema de substituição”, mas sublinhou que “o que interessa é que recupere rapidamente”.

Marcelo Rebelo de Sousa foi admitido na segunda-feira à noite no Hospital de São João, no Porto, depois de se ter sentido indisposto. O chefe de estado teve alta  estaquarta-feira de manhã.

Durante a visita ao museu, a candidata presidencial disse ainda que fará a campanha “a mostrar o melhor que tem Portugal” e reiterou que a Presidência deve “falar mais de cultura”, garantindo que a democracia exige “investimento para preservar o património e para continuar a ter uma criação artística diversa e plural”.

“Manda-nos a democracia, manda-nos o conhecimento, que haja o investimento necessário para preservar o património e para continuarmos a ter uma criação artística que seja diversa, plural, que represente o país que somos e que nos faça sonhar”, concluiu.

c/Lusa

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