Os irmãos Filipe e André Cameira atuam na abertura do NOS Alive, esta quinta-feira, dia 10 de julho. Subir ao palco de um festival desta dimensão é uma grande oportunidade para bandas emergentes, como é ainda o caso dos Motherflutters, que lançaram o primeiro trabalho em 2023, Together, e acabam agora de divulgar o primeiro tema do segundo EP, Dreamers Club, a editar no final deste ano.
“Concorremos com outras bandas para poder tocar no palco WTF [para música eletrónica e novos talentos] e estamos muito entusiasmados com esta oportunidade, que pode vir a abrir-nos novas portas”, explica André, flautista profissional e professor do ensino artístico, em Tomar. O irmão Filipe preferiu seguir arquitetura e hoje exerce e vive no Qatar. Paradoxalmente, a distância física acabou por aproximá-los neste caminho criativo, que já percorrem juntos há 5 anos.
Se estar no cartaz de um festival como o NOS Alive é um marco importante, voos mais altos podem ficar já garantidos para os músicos de Tomar se o público gostar do que ouvir hoje – vai decorrer uma votação para eleger as duas melhores bandas (de cinco selecionadas), e os vencedores, por escolha do público e de um júri, ganham lugar nos cartazes de 2026 de vários festivais europeus. A votação realiza-se através da App do projeto Grassreuts.
Qualquer pessoa pode votar e, quem não estiver no Passeio Marítimo de Algés, poderá ver a atuação dos Motherflutters em direto na RTP2 (às 19h10), e depois na RTP Play.
Os Motherflutters nasceram em 2020, no início da pandemia de covid-19, mas começaram a dar que falar no Festival Bons Sons, em Cem Soldos, em 2022. No ano seguinte surgiu o primeiro álbum, Together, apresentado no Cineteatro de Tomar, e a conquista do 1º lugar do top da Antena3. No Musicbox Lisboa apresentaram “um dos melhores concertos do ano”, segundo a plataforma “Música sem Capa”.

Com formação musical clássica, os dois irmãos criam música eletrónica que bebe inspiração em muitos géneros, mas onde predominam as sonororidades do mundo disco e funk, juntando-lhe melodias da flauta transversal – um instrumento invulgar neste tipo de música e que, por isso, está presente no nome da banda (Mother / Mãe, porque são irmãos; Flutters / Flautistas).
Mais para o final deste ano está prometido um novo álbum – Dreamers Club – e o primeiro tema revelado no Spotify (Dance) galgou rapidamente o top da Antena3.
Este novo trabalho, que consideram “mais experimental e alternativo”, e também “mais consciente e crítico do que nos rodeia”, reflete o espírito desta banda que vai fazendo o seu caminho e provando que sim, vale a pena sonhar.


