O vereador do Partido Social Democrata, João Tenreiro criticou, na reunião de câmara de segunda-feira, 10 de abril, a autarquia liderada por Anabela Freitas por recorrer, de forma reiterada, aos ajustes diretos para contratar serviços. “Parece-me que este executivo está a usar o ajuste direto como regra e não como exceção”, disse, referindo-se concretamente a um ajuste direto no valor de 74.500 euros para elaboração do projeto de requalificação da Praceta Raul Lopes, elaborado por um gabinete que não é de Tomar.
Nesse sentido, manifestou o seu desagrado e solicitou ver as peças processuais deste ajuste direto.
A presidente da câmara, Anabela Freitas (PS) explicou que o projeto tem a ver com a construção de uma ciclovia entre o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e a Praceta Raul Lopes e que o mesmo está incluído no PEDU que aprovou cinco milhões de euros (com possibilidade de mais meio milhão de euros de acréscimo), mas cujos projetos têm de dar entrada até 31 de maio.
A autarca explicou ainda que o projeto não se refere somente à ciclovia mas à requalificação de toda aquela via, o que inclui um projeto de mobilidade, daí que o valor atinja os 74.500 euros. Avançou também que o projeto de requalificação da Praceta Raul Lopes ainda não tem financiamento e que irá enviar ao vereador todas as peças processuais.
João Tenreiro voltou a intervir estranhando o facto do projeto da Várzea Grande ter custado apenas 28 mil euros e foi elaborado por uma empresa de Tomar e o da Praceta Raul Lopes ter custado 74.500 euros. O vereador Hugo Cristóvão (PS) também interveio referindo que o projeto da ciclovia entre o IPT e a Praceta Raúl Lopes é de uma grande complexidade e que o valor tem por base uma tabela que dita o preço por m2.

