Qualidade da água mantém Nabão fora da classificação de água balnear. Foto: CMT

A melhoria da qualidade da água do rio Nabão está no centro de uma ação conjunta que o município de Tomar está a desenvolver em articulação com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a tutela governamental.

Dados recentes divulgados pela APA confirmam a existência de contaminação microbiológica no troço urbano do rio, embora os indicadores revelem uma tendência de diminuição dos níveis registados nas análises mais recentes.

Nesse sentido, o trabalho em curso visa identificar e implementar soluções estruturais que permitam uma melhoria sustentada da qualidade da água, assegurando a proteção de um dos principais elementos do património ambiental e paisagístico do concelho de Tomar.

O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, reuniu recentemente com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, num encontro de trabalho dedicado à identificação e análise das possíveis fontes poluidoras do rio Nabão e ao enquadramento das ações de fiscalização, monitorização e intervenção existentes.

A reunião teve como principal objetivo preparar uma posição técnica e institucional sólida para os próximos encontros com a Agência Portuguesa do Ambiente e com a tutela governamental, tendo em vista “encontrar soluções para um problema ambiental que se arrasta há demasiado tempo e que continua a afetar o rio Nabão e a qualidade de vida da população”, sublinha a nota divulgada.

Foto arquivo: DR

De acordo com a informação recentemente disponibilizada pela APA, o rio Nabão é monitorizado regularmente em três estações de monitorização ao longo do seu curso, incluindo no troço que integra a área urbana de Tomar, com campanhas de amostragem realizadas quatro vezes por ano.

“Os resultados indicam que o estado da massa de água se encontra classificado como “Inferior a Bom”, verificando-se, no troço de Tomar, picos de contaminação microbiológica, nomeadamente ao nível de Enterococos intestinais e Escherichia coli”, lê-se na nota.

A APA refere ainda que, apesar de se observar uma tendência de redução da contaminação microbiológica entre 2024 e 2025, os valores registados continuam elevados para usos recreativos. Nesse contexto, o rio Nabão não se encontra classificado como água balnear, sendo desaconselhada a ida a banhos, pelo que brevemente serão tomadas medidas de colocação de informação a alertar para o facto de a qualidade da água não estar assegurada para esse uso, conforme recomendação da Agência Portuguesa do Ambiente.

O presidente da Câmara sublinhou a importância de uma articulação efetiva entre o município, as forças de fiscalização ambiental, a APA e o Governo, reforçando a urgência de uma resposta integrada que permita não apenas identificar responsabilidades, mas sobretudo implementar medidas concretas e estruturais.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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