A vereadora do PSD em Tomar, Lurdes Fernandes, questionou em reunião de executivo a presidente da Câmara Municipal, como entidade que tem o “dever de pugnar por todos os serviços e soluções a bem dos cidadão” sobre a falta de água que os agricultores tem sentido ultimamente, devido à interrupção do fornecimento de água da barragem do Carril, afirmando que a gestão deste equipamento está entregue à DRAPLVT – Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, entidade que, afirmou, “tem demonstrado um desinteresse” face à situação.
“Estamos perante uma interrupção de fornecimento da rede de rega, o que gera situações difíceis para as pessoas que ali tem as suas culturas e que neste momento não tem água para as regar, como por exemplo, as dos mirtilos. Temos pessoas que tem animais e que tem de lhes dar água. Há culturas ainda a realizar que neste momento estão em dúvida”, referiu Lurdes Fernandes.
“Estamos há mais de um mês nesta situação e as perspetivas não são animadoras relativamente à reparação desta ocorrência”, observou, tendo questionado ainda sobre a gestão público privada que a Câmara pretendia, com a parceria de investidores privados, e para quando tal está previsto.
Anabela Freitas (PS) respondeu às questões colocadas e começou por referir que, em relação à falta de água, esta advém de obras de intervenção e manutenção, mas que havia um prazo determinado para estarem concluídas, prazo que não foi cumprido.
“Houve até agricultores que se precaveram porque sabiam a partir do dia x não iam ter água”, disse a presidente da Câmara. Como o prazo de execução não foi cumprido, mesmo os que se precaveram estão a necessitar de água atualmente, referiu.
A autarca afirmou que questionou a DRAPLVT sobre a situação e como poderia ser solucionada, mas sem resposta até à data. Em relação à gestão, “mantemos a pretensão de haver uma gestão publico privada, mas infelizmente não vai ser para muito breve”, deu conta a presidente do município de Tomar.
“É conhecido que as direções regionais vão ser integradas nas CCDR’s – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento – e que as CCDR’s vão passar a institutos públicos. Enquanto isto não estiver decidido, do lado de lá, pediram-nos para travar um pouco o assunto e, portanto só terá pernas para andar depois de tudo estabilizado.”, avançou Anabela Freitas.
Atualmente são três os investidores privados interessados na gestão da barragem do Carril, em parceria com a Câmara Municipal de Tomar.
