Sinagoga de Tomar. Foto: mediotejo.net

A Sinagoga de Tomar foi o equipamento museológico/monumento de gestão municipal que contou com um maior número de visitantes no ano 2022, tendo recebido um total de 37.553 visitantes, à qual se segue a Igreja Santa Maria do Olival (18645) e a Capela de Santa Iria (16633), segundo dados revelados pela Câmara Municipal de Tomar. Segundo a análise municipal, os dez equipamentos de gestão municipal receberam um total de 134.071 visitantes em 2022, 41% dos quais visitantes internacionais.

O total foi assim composto por 78.788 visitantes nacionais e visitantes 55.283 internacionais, destacando-se os mercados de Israel (20% dos visitantes internacionais), Espanha (19% dos visitantes internacionais) e dos Estados Unidos da América (18% dos visitantes internacionais). Estes três mercados, no seu conjunto, representaram 57% do segmento.

A Sinagoga de Tomar destacou-se largamente como o monumento que contou com mais visitantes, com um total de 37.553 visitantes (14.282 nacionais e 23.271 internacionais), seguindo-se a Igreja Santa Maria do Olival, com um total de 18.645 visitantes (11.654 nacionais e 6.991 internacionais) e a Capela de Santa Iria com um total de 16.633 visitantes (11.565 nacionais e 5.068 internacionais).

Dados: CM Tomar

Por outro lado, a Casa Memória Lopes-Graça foi o equipamento menos visitado, com um total de 1056 visitas (839 nacionais e 217 internacionais), seguindo-se o Núcleo de Arte Contemporânea – Museu Municipal, com 2006 visitantes (1479 nacionais e 527 internacionais) e a Moagem a Portuguesa com 7812 visitantes (5794 nacionais e 2018 internacionais).

ÁUDIO | Vereadora Filipa Fernandes, na apresentação do relatório.

Como seria de esperar, o período compreendido entre abril e setembro foi considerado como “a época de maior atividade dos equipamentos museológicos e monumentos de gestão municipal, com os números de visitantes claramente superiores aos restantes meses, correspondendo a 73% do total das visitas (97.278 visitantes, compostos por 54.501 visitantes nacionais e 42.777 visitantes internacionais)”, conforme se lê em documento da autarquia a que o nosso jornal teve acesso.

No mesmo documento é ainda defendido que, de acordo com estudo realizado pela Rede de Museus do Médio Tejo, foi identificado que uma média de 40% dos visitantes nacionais integram o segmento das visitas escolares/serviços educativos na sub-região do Médio Tejo, representando no caso de Tomar, durante o ano de 2022, aproximadamente 31.500 visitantes.

Depois de a vereadora Filipa Fernandes (PS), ter apresentado estes dados em reunião camarária, Luís Francisco, vereador por parte do PSD, chamou a atenção para dois pormenores, referindo que é preciso haver “algum cuidado” com os totais apresentados, os quais “não fazem muito sentido”, defendendo que o número de visitas não corresponde ao número de pessoas, porque as mesmas pessoas vão a vários sítios. Ou seja, “nós não tivemos 134 mil pessoas em Tomar, tivemos se calhar (…) cerca de 40 mil pessoas que visitaram Tomar, digamos assim, não foram 134 mil pessoas” 

ÁUDIO | Luís Francisco, vereador do PSD.

Luís Francisco falou também numa “extrapolação” quanto ao cálculo feito de que 40% dos visitantes nacionais integram o segmento das visitas escolares/serviços educativos, cuja percentagem, quanto ao total dos visitantes em Tomar (134 mil) dá aproximadamente os 31.500 visitantes, mas que esse número induz em erro:

“Se pensarmos um bocadinho, 31500 é um exagero, nunca cá tivemos 31500 estudantes a visitar Tomar. Pensem, dividam 31500 por 50 lugares que tenha um autocarro, dá 630 autocarros a vir a Tomar, se dividirmos os 630 autocarros por 252 dias – que são os dias úteis (…) – tínhamos aqui dois autocarros e meio por dia, e a gente sabe que não há dois autocarros e meio por dia de estudantes em Tomar (…)”, defendeu o vereador.

“Portanto penso que há que ter algum cuidado neste tipo de somas e totais que estão aqui apresentados, e de conclusões que se tiram a partir desses totais porque não correspondem à realidade porque as pessoas efetivamente repetem-se (…)”, terminou o edil afeto ao Partido Social Democrata.

ÁUDIO | Resposta da vereadora Filipa Fernandes

A vereadora Filipa Fernandes respondeu que “tal como existem pessoas que vão visitar vários espaços, também existem pessoas que vêm à cidade que nem se quer vão a espaços museológicos”, sendo que quanto às visitas de estudo, defendeu que foi feita uma média tendo em conta a estimativa da Rede de Museus do Médio Tejo, acrescentando que muitas das escolas visitantes são de Tomar, pelo que não se deslocam de autocarro.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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