Foto: SCOCS

“Pantalha” – que significa tela de projeção – é o nome da mostra de cinema ao ar livre que vai decorrer na aldeia tomarense de Cem Soldos, nos dias 2 e 9 de julho. A iniciativa, que resulta de uma parceria entre o Sport Club Operário de Cem Soldos (SCOCS) e a produtora Tripé, vai assim mostrar os filmes “Marias da Sé”, “Um Animal Amarelo”, “Aquele querido mês de agosto”, assim como as curtas-metragens “Rio entre as montanhas”, “Filomena” e “A Mordida”.

Na rua do Cerco, perto do centro da aldeia, o convite está lançado para, nos próximos dois sábados à noite visualizar alguns dos mais recentes filmes realizados por portugueses, de forma a dar a conhecer o que se tem produzido cinematograficamente na língua de Camões.

A curta-metragem “Rio entre as montanhas”, do realizador José Magro, é a responsável por abrir as hostilidades, este sábado, dia 2, numa história filmada na China e que fala do amor e dos seus falhanços.

Também no dia 2 de julho exibe-se o filme “Marias da Sé”, de Filipe Martins – “uma longa-metragem híbrida, entre o documentário e a ficção, que cruza várias linhas narrativas: um retrato tanto sensível como engraçado da comunidade da Sé do Porto”.

“Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, é o filme que fecha esta sessão, naquela que é uma “fábula melancólica tropical, que conta a história de um cineasta brasileiro numa jornada pelo Brasil, Portugal e Moçambique em busca das memórias do seu avô e dos fantasmas do passado colonial”.

A sessão de dia 9 arranca pelas 21h30 com a curta-metragem “Filomena”, de Pedro Cabeleira, que conta a história de uma empregada doméstica ao longo de um dia, por diferentes espaços em que se cruza com amigos, amante, patrões e desconhecidos.

A esta segue-se “A Mordida”, de Pedro Neves Marques, com a qual rumamos até São Paulo, no Brasil, para uma história sobre uma epidemia biológica de um vírus, combatida parcialmente através de mosquitos mutantes, numa analogia com a ascensão do conservadorismo reacionário brasileiro.

Para fechar aquela que é a segunda edição da Pantalha, é exibido “Aquele querido mês de agosto”, de Miguel Gomes, que conta a história de um pai, a filha e o primo dela, músicos de uma banda de música popular que tocam pelas aldeias do Portugal profundo, onde os imigrantes que regressam à sua terra natal se cruzam com populares, entre festa e baile, cerveja, jogos e caçadas, durante o quente mês de Agosto.

“Depois do sucesso da 1.ª edição, que contou com a participação de cerca de 150 participantes, os sofás e candeeiros voltam a sair à rua para duas sessões com início às 21h30 e que se estendem para lá da meia noite, acrescentando fita e minutos à programação criteriosa que volta a marcar presença”, escreve a organização em comunicado.

As inscrições são obrigatórias no SCOCS, ou através do email geral@scocs.pt ou do telefone 249345232. Cada sessão tem o preço de 4€ para sócios SCOCS (com quotas em dia) ou 6€ para não-sócios.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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