Uma reportagem emitida na noite desta sexta-feira, 2 de junho, no Programa “Sexta às 9” (RTP1) sobre os vários danos causados no Convento de Cristo, Património da Humanidade, na sequência da rodagem do filme “O Homem que matou D. Quixote”, incendiou as redes sociais, com muitos tomarenses a mostrarem a sua revolta e a pedir que “rolem cabeças”. Neste caso, a da diretora do Monumento, Andreia Galvão.
Pedem ainda que a autarquia intervenha no sentido de pedir responsabilidades. O filme foi rodado durante os meses de abril e maio e todos os figurantes foram obrigados a assinar um contrato que implicava uma cláusula de confidencialidade, não podendo partilhar nada do que ali se passava.
Nas redes sociais sucedem-se as expressões de incredulidade. “Património da Unesco exposto, partido, negligenciado. Património de todos nós. Como foi possível permitirem isto? Que a DGPC, que pelos vistos arrecadou 170 e tal mil euros com este aluguer, responda se isto pode recuperar o que foi destruído?”, aponta Graça Costa.
“Irei solicitar informações sobre o sucedido, apesar de ser um monumento classificado e sob tutela do Ministério da Cultura, é dever da Câmara Municipal saber o que se passou”, apontou Nuno Ribeiro, candidato do CDS-PP à Câmara Municipal.
“Desde sempre defendo a gestão partilhada do Convento de Cristo com participação do município, mas ela não existe. Sobre o programa desta noite contem comigo e com o PS Tomar para averiguar toda a situação. O Convento de Cristo não precisava desta publicidade. A gestão partilhada exigida pelo PS Tomar faz cada vez mais sentido”, disse Hugo Costa, presidente da Concelhia do PS e deputado na Assembleia da República
“Estou triste, incrédulo, revoltado… e estes sentimentos são como pessoa, cidadão e acima de tudo tomarense! O “meu” Convento de criança, de jovem e homem… o local de “recolhimento” e de “de encontro pessoal”, o local que para mim é muito mais que simples património, monumento, história… é um passado que ainda vive, que respira e ainda se sente… a mística continua lá, basta saber senti-la… Tomar! Ergue-te e assume o teu espírito”, atalha Simão Francisco.


A reportagem televisiva avança que a Direção Geral do Património Cultural (DGPC) autorizou, no âmbito das filmagens, o corte de árvores e que a produção acendesse uma fogueira de 20 metros no Claustro da Hospedaria a pouca distância da Janela do Capítulo.
Há ainda relato de pedras partidas e outros danos no monumento. O caso chegou a público através da denuncia de funcionários e ex-funcionários do Monumento que todos os anos é visitado por milhares de turistas.
A reportagem inclui ainda o depoimento de Carlos Carvalheiro, encenador do grupo de Teatro “Fatias de Cá”, que deixou de atuar no Monumento devido a exigências estabelecidas pela atual direção. Andreia Galvão é diretora do Convento de Cristo desde fevereiro de 2014.
Veja o resumo do vídeo:
Programa completo:
https://www.rtp.pt/play/p3138/e291765/sexta-as-9
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