Os Melech Mechaya preparam-se para fazer vibrar o Cine-Teatro Paraíso este sábado, dia 14, com o ritmo que os distingue inspirado na música tradicional judaica, klezmer, e não só. No ano em que celebra 10 anos, o quinteto de Lisboa/Almada traz a Tomar músicas dos quatro álbuns que já os levaram a três continentes e trouxeram o reconhecimento do público nacional e estrangeiro.
João Graça (violino), Miguel Veríssimo (clarinete), André Santos (guitarra), João Novais (contrabaixo) e Francisco Caiado (percussão) juntam as vozes aos instrumentos e trazem as sonoridades vibrantes dos Melech Mechaya à cidade templária. Um ritmo que funde a música tradicional judaica, klezmer, com a música árabe, balcânica, cigana, jazz, tango e fado, partilhado nos quatro álbuns lançados desde a estreia nos finais de 2006.
O sucesso foi crescendo com o EP “Melech Mechaya EP” (2008), o LP “Budja Ba” (2009) e o disco “Aqui em Baixo Tudo é Simples” (2011), o último considerado pela revista Blitz como um dos melhores daquele ano. O álbum foi editado internacionalmente em maio de 2012 e surpreendeu pela positiva a revista alemã FolkWorld, as rádios norte-americanas e os Independent Music Awards, para os quais foi nomeado.
O lançamento do LP “Gente Estranha” em 2014 continuou a conquistar o público nacional e estrangeiro, cujo primeiro single dá nome ao álbum e conta com as colaborações de Pedro da Silva Martins (Deolinda) e de Jazzafari, tendo atingido o 14º lugar no Blue Top da MTV. A digressão de apresentação esgotou muitos dos locais por onde passou e a banda acrescentou algumas das salas de espetáculos mais importantes do país às participações em festivais como o Rock In Rio Lisboa, Super Bock Surf Fest, FMM Sines, CCB Fora de Si, Festa do Avante!, Maré de Agosto ou Bons Sons.
Lá fora, a história foi-se repetindo e aceitaram os convites para trabalhar em diversos projetos de teatro, cinema e telediscos dos dois lados da fronteira. Cá dentro, no Médio Tejo, o Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, recebe o ritmo a que ninguém fica indiferente a partir das 21h30 deste sábado e, tal como “a tia Bambolina sobe à mesa a dançar”, é muito provável que o público sinta vontade de fazer o mesmo nas cadeiras.
