A localidade de Asseiceira (Tomar) vai receber a "Ceyceyra Medieval" nos dias 1 e 2 de outubro. Foto arquivo: Luís Ribeiro

Os dias 1 e 2 de outubro vão marcar o regresso à aldeia de Asseiceira, freguesia do concelho de Tomar, daquele que se tornara nos anos anteriores à pandemia o grande evento local do ano: a Ceyceyra Medieval. As inscrições para artesãos, artífices e mercadores estão abertas até esta terça-feira, dia 30 de agosto.

Na sua sexta edição, esta é uma recriação histórica que, organizada pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Asseiceira, em parceria com a Junta de Freguesia e o Município de Tomar, e que se começou a realizar na sequência do êxito das celebrações dos quinto e sétimo centenários dos forais régios concedidos àquele que foi, até 1836, um pequeno concelho rural.

O casario da antiga vila e a zona envolvente da igreja prestam-se na perfeição à reconstituição, sempre atenta ao rigor histórico, dos tempos medievais em que aquele era ponto de passagem cobiçado pelos vizinhos poderosos. Daí que o tema de 2022 seja precisamente D. Dinis fortalece autonomia do lugar, numa alusão à primeira carta do rei poeta, de 1287, com a proibição de os concelhos vizinhos aplicarem quaisquer foros ou costumes a Ceyceyra.

Os visitantes encontrarão assim a reconstituição de um burgo medieval, cheio de vida graças ao extenso programa de animação que inclui música, dança, arruadas, animação de rua e recriações de momentos históricos, onde não faltarão as figuras da época, entre as quais os cavaleiros templários, que também chegaram a ter soberania sobre o lugar.

Não faltarão igualmente as tabernas e tendas dos mercadores. Estão abertas até dia 30 de agosto, as inscrições para artesãos, artífices e mercadores que pretendam estar presentes, os quais devem aceder às normas de participação e preencher as respetivas fichas de inscrição disponíveis na página de facebook  @ceyceyramedieval ou que podem ser pedidas através do e-mail ceyceyraoficios@gmail.com.     

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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