Foto arquivo: CM Tomar

Foi em reunião de Câmara Municipal de Tomar que se alertou para a recolha de monos, que é feita através de serviços gratuitos, defendendo Anabela Freitas, presidente do município tomarense, que “temos de nos encontrar a meio caminho”, sendo que a parte pública tem de funcionar mas que cada cidadão “também tem de ter consciência naquilo que está a produzir e colocar os resíduos nos locais certos”, defendeu.

O tema da recolha de monos é recorrente em diversos municípios e em Tomar não é exceção, sendo este um assunto já “antigo”, referiu Luís Francisco (PSD), vereador que trouxe o tema para o debate na reunião camarária de 8 de agosto.

O edil questionou como é que quem tem monos – como um frigorífico, um móvel ou um colchão – os pode entregar, sendo que muitas vezes são colocados junto aos contentores, onde ficam várias semanas, alertando ainda para a questão do descarregamento, ilegal, de entulho nos pinhais.

Luís Francisco (PSD), vereador da Câmara Municipal de Tomar.

“Também penso que aqui devia de haver alguma comunicação, se calhar colocar um letreiro nos contentores com o número de telefone, ou com a indicação de como é que se poderia resolver este tipo de assunto e que isso fosse resolvido de uma forma célere”, disse o vereador afeto ao PSD, que acrescentou que “os cidadãos muitas vezes não sabem como é que hão de resolver isto”.

Hélder Henriques (PS), vereador que tem acompanhado este assunto, explicou então que já há dois anos atrás foram elaborados e colados autocolantes (azuis) nos contentores dos resíduos sólidos urbanos, com a indicação dos contactos para a recolha de monos, resíduos verdes, resíduos de construção e demolição, papel e cartão.

Hélder Henriques (PS), vereador da Câmara Municipal de Tomar.

O autarca explicou ainda que a recolha é feita porta a porta através do contacto prévio para o número 808 201 567, ou então para o email monos@cm-tomar.pt, sendo que a entrega também pode ser feita no ecocentro de Santa Cita, nos horários de segunda a sábado, entre as 9h e as 16h, bastando para isso um contacto prévio para o número 910 159 974.

“Relativamente aos outros resíduos, os resíduos de construção e demolição também podem ser entregues no ecocentro de Santa Cita porque há lá um contentor precisamente para evitar que as pessoas que fazem pequenas obras em casa, coloquem os resíduos de construção nos contentores ou então os abandonem pelos caminhos e pinhais onde encontramos esse tipo de resíduos”, afirmou Hélder Henriques.

O vereador relembrou também que aquando do contacto para a recolha dos monos é feito um agendamento para uma data e hora, mas que os serviços não fazem a recolha dos monos na residência do munícipe, sendo que os mesmos têm de estar em local de carregamento no espaço público para poder ser feita a recolha. 

“Apesar de haver este serviço, e que é gratuito, as pessoas continuam a colocar resíduos junto aos contentores”, apontou depois Anabela Freitas, dizendo que a autarquia tem uma carrinha que todos os dias circula precisamente para fazer a recolha dos monos que estão fora dos contentores, sendo que também algumas Juntas de Freguesia – entre as que dispõem de veículos adequados para isso – estão já a fazer isso também nos seus territórios.

Anabela Freitas (PS), presidente da Câmara Municipal de Tomar.

“Agora, as pessoas também tem de fazer a parte delas”, disse a autarca, exemplificando com o mau exemplo que viu precisamente no dia da reunião, em que junto da sua casa estavam dois contentores de indiferenciados cheios de cartão, estando ecopontos a 20 metros desses contentores para despejar o cartão.

A autarca alertou ainda para o facto de algumas pessoas agendarem o serviço a dizer que “é um frigorífico” e que quando os serviços lá chegam para a recolha são “quartos e cozinhas inteiras”, pelo que o trabalho que estava agendado para esse dia fica prejudicado.

“Portanto temos de nos encontrar a meio caminho, aquilo que é a parte pública tem de funcionar mas cada cidadão também tem de ter consciência naquilo que está a produzir e colocar os resíduos nos locais certos, até porque todos estes serviços são gratuitos”, apontou Anabela Freitas.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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1 Comentário

  1. Neste último ano pedi a recolha de monos várias vezes. Nem sempre foi prefeito, o número 800 nem sempre estava disponível coisa que resolvi ao fazer o pedido por e-mail. Notei que a minha informação do que vinham recolher nem sempre chegou completa à equipe que faz as recolhas, causando problemas logísticos. No geral estou satisfeito. Só tenho a reclamar a falta de civismo de alguns que despejam os monos junto ao ecoponto à frente da minha moradia.

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