As obras de saneamento anunciadas para Palhavã e para a Rua das Mimosas tardam em começar para desespero dos moradores.  Com a chuva e o agravamento das condições atmosféricas torna-se muito difícil para os automobilistas transitarem por estas vias.

Foi em outubro de 2016 que a câmara municipal reuniu com os moradores numa sessão pública de apresentação do projeto de requalificação de Palhavã. O motivo prende-se com o facto de um dos concorrentes da obra ter reclamado da proposta de adjudicação, tendo esta que ter sido avaliada por um jurí.

Na reunião de câmara desta segunda-feira, 8 de janeiro, o executivo camarário aprovou por unanimidade a minuta do contrato da empreitada da Rua Corredoura do Mestre adjudicada à Contec – Construções e Engenharia, SA e o auto de vistoria da empreitada de construção da rede de drenagem pluvial da Rua das Mimosas, para efeitos de receção provisória da obra de construção da rede de drenagem, adjudicada a EcoDemo – Demolições, Ecologia e Construção, SA.

A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS) deu algumas explicações sobre os atrasos destas duas empreitadas, que são distintas mas estão interligadas entre si. Antes de se dar a adjudicação da obra, explica, há uma proposta de adjudicação à qual todos os concorrentes têm acesso através da plataforma acim.gov. “Houve um concorrente que não concordou com a proposta de adjudicação e reclamou. O júri reúne, faz um relatório e atende ou não a reclamação. E, neste caso, não atendeu a reclamação e faz a proposta final para adjudicação que veio hoje a reunião de câmara”, explica.

Na reunião de segunda-feira, 8 de janeiro, foi aprovada a minuta de contrato que vai agora para o Tribunal de Contas que tem um prazo de 30 dias para visar o contrato. A obra só pode começar depois do visto do Tribunal de Contas que, por exemplo, se pedir um esclarecimento à câmara atrasará ainda mais o início dos trabalhos.

Rua das Mimosas à espera da obra de Palhavã

Em relação à empreitada da Rua das Mimosas, a autarca tomarense explica que teve uma intervenção dos SMAS, por administração direta, para fazer as águas pluviais. “O que vamos fazer, neste momento, na Rua das Mimosas é colocar uma camada fina de alcatrão porque os colectores da Rua das Mimosas vão ligar ao de Palhavã. Não vamos alcatroar e fazer passeios para depois partir para ligar aos colectores de Palhavã”.

A autarca explica que ainda não foi colocado qualquer alcatrão nesta rua porque só no final de dezembro foi lançado concurso para fornecimento de massas betuminosas. Assim sendo, os moradores da Rua das Mimosas terão que aguardar que a obra de Palhavã avance para que também sejam feitos os arranjos exteriores.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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