Ponte do Flecheiro. Foto: CM Tomar

O atraso na execução do passadiço ciclável junto ao rio Nabão e na empreitada de arranjos exteriores e arruamentos do Flecheiro foram tema da última reunião da Câmara de Tomar. Durante a sessão, Tiago Carrão, vereador do PSD, solicitou um ponto de situação acerca dos trabalhos que, de acordo com o prazo de execução, já deveriam ter terminado.

Relativamente ao passadiço ciclável, junto ao rio Nabão, Tiago Carrão recordou que a obra havia sido aprovada a 8 de agosto de 2021 e a adjudicação aconteceu a 9 de maio de 2022. O contrato foi assinado a 24 de maio de 2022, cuja consignação aconteceu em 15 de novembro de 2022, com um prazo de execução de 300 dias e que devia ter acabado em outubro de 2023.

“Numa reunião de Câmara, de 24 de julho de 2023, a vossa governação aprovou a suspensão da empreitada com efeitos retroativos a 10 de dezembro de 2022, até ao dia 10 de julho de 2023. Segundo aquilo que diziam, não tinha sido possível iniciar os trabalhos. Assim, sendo, o prazo dos 300 dias para execução começou a contar a partir de 10 de julho e a obra devia ter terminado a semana passada”.

Recorde-se que a obra consiste na execução de um passadiço na margem direita do rio Nabão, junto ao muro de suporte na EN110, entre a Capela de S. Lourenço e a rotunda junto ao viaduto da linha férrea, com a extensão de cerca de 290 metros, com piso em madeira, sendo a estrutura de suporte inteiramente metálica. A previsão de conclusão dos trabalhos apontava para a data de 5 de maio de 2024, tendo a empreitada um valor contratual de 412.859,58€.

“Situação idêntica também para a empreitada de arranjos exteriores e arruamentos do Flecheiro – 3ª fase. É uma empreitada que também foi consignada a 22 de março de 2023, com um prazo de 9 meses. Devia ter terminado a 19 de dezembro, teve uma primeira prorrogação para 11 de março, teve uma segunda prorrogação para 13 de maio e olhe que 13 de maio é hoje”, sublinhou Tiago Carrão.

Hugo Cristóvão, presidente da Câmara Municipal de Tomar, começou por referir que tanto a empreitada do Passadiço como a do Flecheiro “têm décadas de atraso”, salientando que as dificuldades no setor da construção estão na origem dos atrasos que se têm verificado.

Hugo Cristóvão, presidente da Câmara Municipal de Tomar. Foto: mediotejo.net

“As empresas têm dificuldades e quando têm dificuldades isso afeta quer as obras públicas, quer as obras privadas. Isto passa-se em todo o lado. Ainda recentemente na assinatura dos contratos para o 2030, a presidente da CCDR (…) disse publicamente para todos os que lá estiveram presentes (…) da dificuldade que ia ser da execução, porque as empresas têm dificuldades em concorrer, em cumprir prazos”.

“Há dificuldade de entrega de material, há dificuldade na manutenção dos preços, há dificuldade dos recursos humanos”, acrescentou o edil. “Quando a senhor presidente da CCDR disse isso, logo um presidente de Câmara do seu partido, disse bem alto para todas as pessoas ouvirem, “e é quando não ficam sistematicamente desertos””.

Embora se tenham registado atrasos na execução, Hugo Cristóvão relembrou que em Tomar não se têm verificado “em grande medida” concursos desertos. “Os concursos acontecem e as obras vão acontecendo. Há dificuldades? Há, mas o importante é que as obras vão sendo feitas, vão ser concluídas ao serviço da população. É mais um mês ou menos um mês, isso não é o mais importante”.

“Ainda mais no caso do Flecheiro… vai o senhor dizer que isso é desculpa, mas toda a gente percebe aquilo que é evidente. Para além dos problemas já enunciados, todos percebemos o que foi este inverno, continuamos aliás com dias de chuva. Houve muitas semanas em que foi possível fazer muito pouco naquela obra”, explica Hugo Cristóvão.

As duas obras encontram-se ainda a decorrer e “ficarão concluídas assim que seja possível”, garantiu o autarca.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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