PSD de Tomar apontou a "falhas graves" nas obras da estrada da Serra. Foto: DR

O PSD de Tomar aponta “falhas graves” nas obras da Rua Coronel Garcês Teixeira – comummente chamada de Estrada da Serra – nomeadamente ao nível de constrangimentos de circulação, redução de lugares de estacionamento, bem como a derrapagens financeiras, deixando amplas críticas à gestão socialista, conforme comunicado enviado ao nosso jornal.

Segundo o Partido Social Democrata, e “perante os trabalhos complementares no valor de cerca de 290 mil euros”, os vereadores afetos ao partido insurgiram-se desde logo em abril e junho de 2022 contra as “diversas omissões e erros de projeto, penalizadores para o erário público, e responsabilidade do dono de obra, a Câmara Municipal de Tomar, que teima em não realizar uma adequada revisão dos projetos”.

“Uma obra que já deveria ter terminado, tem derrapagens orçamentais que levam a que ultrapasse já os 2 milhões de euros, em grande parte devido a erros elementares, como as pinturas nas ciclovias”, refere-se no comunicado.

As críticas, contudo, vão mais longe: “Esta obra é mais um exemplo da prepotência e falta de rigor, imagens de marca da governação socialista. Prepotência assente em pretensas ‘boas soluções europeias’, mas desfasadas da realidade e das verdadeiras necessidades dos tomarenses. Isso acontece porque os projetos potencialmente transformadores da cidade e do concelho, são desenhados à revelia da população, daqueles que são não só os utilizadores do espaço público, mas também os ‘financiadores’ destas obras enquanto contribuintes”.

Por parte do PSD de Tomar é ainda apontada “falta de bom senso e de diálogo” por parte do executivo municipal, exemplificando com os alertas deixados pelos vereadores do PSD na reunião de Câmara Municipal de 9 de janeiro – relacionados com pontos, no seu entender, que deviam ser corrigidos ou melhorados, nomeadamente entradas e acessos a habitações, plataformas e lancis exageradamente elevados que provocam danos nas viaturas, e a redução significativa de estacionamento – sendo que Hugo Cristóvão (vice-presidente) e Anabela Freitas (presidente) disseram que não iria haver redução de lugares de estacionamento e que ainda iria ser aplicada uma nova camada de pavimento.

“Duas afirmações que em poucos dias foram desmentidas e que demonstram o quanto os socialistas estão ‘desligados’ da realidade e o pouco conhecimento que têm do decorrer das suas próprias obras”, critica o PSD tomarense, acrescentando que “rapidamente, se percebeu que realmente existe uma redução
muito significativa dos lugares de estacionamento (cerca de um terço)” e que “o próprio vice-presidente Hugo Cristóvão veio mais tarde admitir o erro e dizer que seriam efetuados trabalhos de correção”.

“O PSD de Tomar não pode aceitar a irresponsabilidade da governação socialista na gestão da obra pública e a forma como Presidente e Vice-Presidente faltaram à verdade em reunião de Câmara. Perante esta situação e as suas afirmações, fica à vista de todos a incapacidade, a falta de rigor e o profundo desconhecimento sobre uma obra com implicações significativas no dia-a-dia dos tomarenses”, termina o documento enviado ao mediotejo.net

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *