EN 100 à entrada de Carvalhos de Figueiredo, Tomar. Imagem: Google Maps

Os eleitos do PSD na Câmara de Tomar apresentaram uma recomendação ao executivo socialista para que pressione a Infraestruturas de Portugal (IP) no sentido de requalificar a Estrada Nacional 110 no troço Tomar – Asseiceira. Alertando para os perigos da estrada, no texto são referidos constrangimentos como a falta de passeios, ciclovias e bermas.

“No sentido de se minimizarem estes e outros problemas, recomendamos que a Câmara de Tomar pressione com a maior brevidade possível a Infraestruturas de Portugal para que proceda à requalificação da EN110 [no troço] Tomar-Asseiceira, tendo em vista o reforço da segurança de peões e automobilistas”, afirmou o vereador social-democrata Luís Ramos numa recomendação apresentada ao executivo socialista na reunião de 30 de agosto.

No documento, é referido que esta estrada que “atravessa o concelho de Tomar de norte a sul” e que “é a principal via alternativa à A13 para quem se desloca na região” tem conhecidos constrangimentos, “sobretudo no troço entre a cidade e a zona industrial, ou até mesmo à Asseiceira, com todos os perigos que representa tanto para quem circula de automóvel como para quem circula a pé ou de bicicleta”.

Referindo que nalguns troços a estrada coincide com o Caminho de Santiago, percorrido anualmente por muitos peregrinos, o PSD expõe ainda “a falta de passeios, ciclovias, e – nalguns casos – até de bermas, que faz com que os caminheiros e ciclistas tenham que circular na faixa de rodagem, o que se torna perigoso.”

Em resposta à recomendação apresentada pelos sociais-democratas, a presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas (PS), lembrou que aquando da elaboração do orçamento municipal para 2021 a autarquia assumiu que o processo relativo à EN110 “seria uma despesa nossa”.

ÁUDIO | ANABELA FREITAS, PRESIDENTE CM TOMAR:

“Existia já um projeto com muitos anos, que tinha a EN110 – parte Carvalhos de Figueiredos e EN110 – a parte de Coimbra, são dois projetos separados. Na altura, a opção foi avançar com a parte de cima”, recordou, reiterando que o projeto para Tomar está “assumido em orçamento este ano”.

A autarca deu também conta de que o projeto feito na altura está a ser alvo de revisão por parte da empresa que o fez. “Tem de haver revisão em matéria não só de preços mas de outro tipo – quisemos introduzir ali, caso seja possível, uma ciclovia naquela zona”, disse.

Esta revisão de projeto é importante para se ter “uma base” para se poder então negociar com as entidades responsáveis. “Quando tivermos a revisão de projeto, têm de se sentar três entidades à mesa: a Infraestruturas de Portugal, a Câmara Municipal e a EPAL, porque se vamos fazer uma intervenção tem que se fazer saneamento e substituição de condutas de água em toda aquela zona”, acrescentou a edil.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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