O assunto foi tema de debate na reunião do executivo tomarense, depois de a vereadora Lurdes Fernandes (PSD) ter afirmado que a ADIRN – Associação Para O Desenvolvimento Integrado Do Ribatejo Norte, estaria “na iminência de ser despejada” pela Câmara de Tomar das instalações que atualmente ocupa no Convento de S. Francisco, “com aviso prévio, mas sem alternativa”, ideia que o presidente da Câmara disse ser “totalmente falsa”.
Lurdes Fernandes questionou ainda o executivo sobre a possibilidade de vir a “empurrar a ADIRN para outro concelho”. O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Hugo Cristóvão começou por refutar a ideia “que se pretende agora tentar lançar de que a Câmara quer despejar”, afirmando que a mesma é “totalmente falsa”.
“O que acontece, como pode acontecer com qualquer entidade, é que o município tem muitos espaços e tem de ir avaliando a pertinência e mais valia de cada um dos espaços. Tal e qual como há poucos anos, já na nossa governação, a ADIRN transitou das antigas instalações naquilo que resta do antigo Centro Comercial (…) para o Convento de S. Francisco, porque as instalações que tinha nesse local (…) não tinham quaisquer condições, mas foi as condições onde a anterior governação lá deixou a ADIRN”, lembrou.
A possibilidade de voltar a deslocar a ADIRN para novas instalações foi conversada com a associação, “sem pressas”, tendo em conta as “possibilidades disponíveis” no momento para o Convento de S. Francisco.

“Como digo, conversando e dialogando, sem nenhum stress e muito menos sem essa clara tentativa de criar ruído ou problemas onde eles não existem. É totalmente falso que o município queira despejar a ADIRN e muito menos atirá-la para outro concelho”, vincou o autarca socialista.
A vereadora Filipa Fernandes (PS) interveio na sessão e, dirigindo-se a Lurdes Fernandes, afirmou que a informação é “falsa”, questionando a vereadora sobre a origem da informação.
“Essa situação foi falada na Assembleia Geral da ADIRN. É uma situação que é real, existem esses problemas, essas dificuldades (…). Se essas obras se vão iniciar, paralelas às instalações que a ADIRN ocupa, então já deviam essas situações estar tomadas e serem conhecidas”, esclareceu Lurdes Fernandes.
O autarca referiu que o assunto tem vindo a ser tratado com a associação “há já vários meses”, sendo que foram apontadas duas possibilidades e informando que estaria agendada uma visita a um dos possíveis locais nessa mesma tarde.

“Quando há 6/7 anos se fez a mudança das instalações (…), logo na altura se disse que seria uma situação provisória. (…) Quem está a colocar essas questões é a senhora vereadora, não é seguramente a ADIRN porque, como disse, tudo tem sido devidamente falado”, concluiu o autarca.
Em resposta a Lurdes Fernandes, a vereadora Filipa Fernandes afirmou ter também estado presente na Assembleia Geral, vincando ser “mentira que tenha sido dito que a Câmara está a despejar a ADIRN”.
“É totalmente mentira. O que foi falado com a ADIRN foi a situação que o senhor presidente disse e que a ADIRN expôs com os restantes. Inclusive, nunca fizemos pressão para que a ADIRN saísse (…). Que fique aqui bem claro, nunca este executivo fez uma ação de despejo para a ADIRN, pelo contrário. Temos estado a trabalhar em paralelo com eles e na própria Assembleia foi reforçado o apoio do município aos desenvolvimentos das ações da ADIRN”, concluiu.
