Resposta à tempestade marcou primeiros seis meses de mandato em Tomar. Foto: CMT

A tempestade causou danos significativos em várias zonas do município, mobilizando meios no terreno e condicionando prioridades, disse o autarca, que classificou o episódio como “um acontecimento absolutamente excecional e com consequências muito profundas para o concelho de Tomar”.

Apesar da resposta imediata, a recuperação está longe de concluída. “Importa ter consciência de que os efeitos desta intempérie não se resolvem em semanas nem em meses”, afirmou Tiago Carrão, sublinhando que o município de Tomar continua numa fase de trabalho prolongado.

No balanço dos primeiros seis meses de governação, o presidente admitiu que o fenómeno acabou por reconfigurar a ação do executivo.

“Houve projetos que ganharam novo impulso, sobretudo na limpeza e requalificação de espaços afetados, como áreas do futuro Parque Urbano. Mas outros processos tornaram-se mais exigentes, porque muitos recursos do município continuam concentrados na resposta à situação”, referiu.

Ainda assim, Carrão garante que o município manteve a execução do programa político. “Foi possível responder à emergência sem deixar de avançar com medidas estruturantes para o futuro de Tomar”, afirmou.

A Câmara Municipal apresentou esta semana o balanço dos primeiros seis meses de governação, período em que concretizou cerca de 100 medidas em várias áreas.

Sob o mote “A fazer acontecer o futuro de Tomar”, o documento sintetiza a atividade do executivo entre novembro de 2025 e abril de 2026, destacando um “ritmo de trabalho intenso” em áreas como administração, economia, ambiente e educação.

Para o presidente da autarquia, o balanço representa “um ponto de situação de um trabalho com ambição e responsabilidade”.

“Estes seis meses permitiram reorganizar serviços, responder a uma situação exigente e iniciar processos estruturantes”, disse.

Resposta à tempestade marcou primeiros seis meses de mandato em Tomar. Foto: CMT

Um dos eixos centrais foi a reorganização interna dos serviços municipais, com nova estrutura orgânica, concursos e reforço de recursos humanos, além de formação e capacitação digital.

O executivo avançou também com o Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e medidas de modernização administrativa, incluindo simplificação de procedimentos e digitalização.

Entre as iniciativas, destaca-se a criação de um regulamento de apoio às intempéries, mobilização de meios logísticos, bolsa de voluntariado e acompanhamento de candidaturas a apoios.

Na economia, o município avançou com o Centro de Negócios e Aceleração no antigo Colégio Nun’Álvares Pereira e com a revisão do Plano Diretor Municipal para novas zonas industriais.

Está também em negociação a transferência do antigo quartel militar, espaço apontado para projetos futuros como a “Tomar Factory”.

Nas infraestruturas, foram realizadas intervenções em vias, saneamento e estacionamento, e preparados projetos como o Parque Verde Urbano, a reabilitação do Cine-Teatro Paraíso e a instalação de serviços no Palácio Alvim.

Na habitação, foi reforçado o protocolo com a associação Just a Change e preparadas medidas de apoio ao arrendamento acessível.

O município desenvolveu ainda ações ambientais e educativas, como arborização, bolsas de estudo e apoio às escolas, mantendo programação cultural e desportiva.

O apoio às freguesias e instituições foi reforçado, com aumento de transferências e novos instrumentos de cooperação.

O documento assume-se como balanço inicial e base de trabalho para o mandato.

Resposta à tempestade marcou primeiros seis meses de mandato em Tomar. Foto: CMT

O executivo resulta das autárquicas de 2025, em que a coligação PSD/CDS-PP venceu sem maioria absoluta, elegendo três vereadores, tal como o PS, enquanto o Chega conquistou um mandato, integrando o executivo com pelouros atribuídos.

c/Lusa

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