O presidente da União de Freguesias Serra-Junceira foi a única voz dissonante na sessão de assembleia municipal extraordinária de 12 de janeiro, votando contra o reconhecimento do Interesse Público Municipal do Cable Park dos Montes (para a prática de Wakeboard) na freguesia de Olalhas, o segundo ponto agendado na Ordem de Trabalhos.
Américo Pereira (Independentes do Nordeste) pediu a palavra para justificar o seu voto contra. “Sinceramente, penso que este documento não se encontra em condições de ser votado. É um documento impreciso, ambíguo, pouco claro, mal fundamentado e, fundamentalmente, impreciso e que pode permitir um conjunto de interpretações com consequências imprevisíveis”, alertou.
Para Américo Pereira o que está em causa são os terrenos para onde está previsto a instalação deste Cable Park, questionando a sua legalidade. “As torres em lugar de serem colocadas num espaço livre estão colocadas em terrenos particulares. Vai-se reconhecer interesse público num prédio particular? Como é que se consegue dirimir este problema?”, questionou. “Há um trabalho mal feito pela câmara. É necessário perceber em que moldes isto vai funcionar”, criticou.

A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS) deu algumas explicações, salientando que o Wakeboard/Cable Park dos Montes é um processo que foi desenvolvido no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e que abrange cinco concelhos, sendo que no caso de Tomar se está a falar de uma zona que necessita de ser desenvolvida e o wakeboard vai ajudar nesse sentido.
“Dos artigos (prédios) que estamos a falar, o município adquiriu uma parte dos artigos onde vão ser ser instaladas as infra-estruturas. Chegámos a fala com os proprietários desses artigos através do senhor presidente da Junta das Olalhas e todo o processo foi articulado com APA (Agência Portuguesa do Ambiente)”, esclareceu.
A autarca socialista refere que “tudo o que foi feito na Albufeira do Castelo de Bode até agora” funcionou com uma licença provisória dada pela APA. “Neste momento, e seguindo as recomendações da APA estamos a desenvolver um trabalho para que se consiga uma licença em definitivo”, explicou, acrescentando que, por exemplo, os apoios e as casas de banho estão instalados em terrenos que o município adquiriu mediante um valor acordado, faltando fazer a escritura.
Também o presidente da Junta de Freguesia das Olalhas, Jorge Rosa (PSD), fez uma intervenção sobre este ponto, considerando que, neste caso, “não existe nada que possa prejudicar seja quem for”.
