A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS) anunciou durante a reunião de câmara desta segunda-feira, 5 de março, que vai estar reunida com o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na tarde da próxima quarta-feira por causa da poluição do Rio Nabão. Revelou que o relatório da APA deu conta que a poluição no Rio Nabão pode ser devida a “causas naturais” mas a autarca considera esta análise “superficial” e vai mostrar o seu desagrado ao Governante.
A autarca deu ainda conta à restante vereação das diligências feitas desde que o rio apresentou grandes focos de poluição, na quinta-feira, 1 de março, precisamente Dia da Cidade.
“Entramos em contacto com o Ministério do Ambiente, que enviou de imediato a Tomar os inspetores da APA – Agência Portuguesa do Ambiente para avaliar a poluição no Nabão e contactamos também um Laboratório certificado que fez a recolha de amostras na parte urbana e cujo resultado das análises será conhecido nesta e na próxima semana. Pedimos uma bateria de análises o mais alargada possível para conseguir identificar a origem ou as origens da poluição”, começou por explicar.

Anabela Freitas disse ainda que os inspetores da APA deslocaram-se às ETAR’S de Seiça e Formigais e não detetaram, à saída destas estruturas, qualquer anomalia nos valores normais.
“Temos estado sempre em constante comunicação com a Câmara de Ourém em relação a esta matéria, sendo que esta também se deslocou à ETAR para averiguar o que se passa até porque hoje (2.ª feira) o rio ainda apresenta vestígios de poluição”, prosseguiu.
A edil disse ainda que não aceita a justificação feita pelos técnicos da APA que atestam que “as amostras recolhidas à saída das ETAR’S estão normais e que o que se vê no Rio Nabão pode resultar de causas naturais”, sendo que na audiência que vai ter com o Ministro do Ambiente, na próxima quarta-feira, pelas 16h30, para mostrar o seu desagrado em relação à avaliação superficial que a APA fez.
“Apesar do que os técnicos da APA dizem, não me parece natural o que vi, uma vez que para além da poluição notória era possível sentir um odor fora do comum”, atestou.
