A população da freguesia de São Pedro, no concelho de Tomar, está revoltada com o corte de uma estrada pública frequentemente utilizada pelos cidadãos, tendo denunciado ainda o corte de outros dois caminhos, pelo mesmo proprietário, situação que se encontra neste momento a ser resolvida judicialmente. Cerca de quatro dezenas de cidadãos deslocaram-se à última reunião da Câmara Municipal de Tomar para denunciar a situação e solicitar o auxílio deste órgão.
Em causa está o corte de um caminho vicinal, conhecido como “Estrada das Roseirinhas” e que terá sido cortado por um proprietário que adquiriu terrenos naquela zona.
“É uma estrada de terra, por onde passa muita gente da Quinta do Falcão para a Serra de Tomar, o povo da freguesia passa quando precisa. É uma ligação pública que ali está e neste momento está cortada, com umas valas, sem estarem sinalizadas, sem nada, é um perigo iminente que ali está”, afirmaram.
Os cidadãos afirmam ser de “lamentar” que “alguém que por autocriação deu-se em começar a cortar as estradas, que neste momento é a terceira. Sabendo nós que dois dos processos estão em tribunal, (…), acontece que esta terceira estrada que o senhor decidiu cortar, não sei com que meios, mas ela foi cortada, é a estrada das Roseirinhas. Eu passava lá algumas vezes, agora não podemos”.
Embora se trate de uma estrada vicinal, da competência da Junta de Freguesia de São Pedro de Tomar, a população solicitou o apoio da Câmara Municipal de Tomar no processo.
“É uma estrada que existe há mais de 25 anos. O que nós vimos aqui pedir, a todos, é que nos tentem ajudar para que futuramente isto não aconteça e que não vá continuar. (…) Ninguém quer entrar por via da força, queremos fazer tudo legalmente, de maneira a que nos consigamos entender, mas se não fizermos nada isto vai continuar a acontecer”, sublinham.

Hugo Cristóvão, presidente da Câmara Municipal de Tomar, começou por afirmar que se trata da reunião “com maior participação, há 11 anos seguramente, o que demonstra bem o vosso interesse pela matéria e o quanto se sentem prejudicados pela situação”.
O autarca referiu estar em contacto com o presidente da Junta de Freguesia, referindo ter visitado o local e as duas outras estradas cortadas, situação que está a ser resolvida judicialmente.
“Em bom rigor, aquilo que o município formalmente pode aqui ajudar é atestar da natureza pública do caminho”, indicou.
“Da parte do município, aquilo que podemos fazer é, por um lado ajudar a tornar o assunto público (…) e ajudar a Junta naquilo que entenda necessário, seja nas questões formais, seja nas questões operacionais se a Junta entender avançar para essa via, para a reposição daquilo que se entende que foi danificado. Mas a opção vai ter de ser da Junta de Freguesia, (…) a ação a tomar, legalmente e formalmente, depende da Junta de Freguesia”, concluiu Hugo Cristóvão.

