As obras de requalificação da igreja de S. João Baptista, junto à Praça da República, em Tomar, continuam em curso, após protocolo entre a paróquia e o Município de Tomar, que levou à realização da empreitada a cargo da empresa Signinum – Gestão do Património Cultural. A obra tem um prazo de execução de um ano e um custo de cerca de 1,5 milhões de euros.
A igreja, recorda o município, foi classificada como monumento nacional em 1910, tendo sido construída entre os finais do século XV e princípios do XVI sobre um templo anterior que fora demolido e que já era dedicado a S. João. É considerado “um dos edifícios mais marcantes de Tomar” e houve necessidade de uma intervenção de fundo que garantisse o seu reforço estrutural.
Mediante projeto, da responsabilidade da paróquia e encomendando ao gabinete de arquitetura de Adalberto Dias, avançou a primeira fase cujos objetivos passam pelo reforço e redimensionamento de alguns elementos estruturais; substituição integral das coberturas existentes e dos seus sistemas de drenagem, para eliminar grande parte das causas das patologias do edifício”, nomeadamente infiltrações.
Também prevista está a “criação de nova cobertura no acesso ao pátio sul, com o intuito de estabelecer a ligação e melhorar o conforto entre a sala de reuniões e a de espera”, bem como “a requalificação da antiga sala de acólitos, na torre da igreja, para a criação de um espaço de interpretação e divulgação histórica e patrimonial do monumento”. Sem esquecer a reabilitação da sala da máquina do relógio, na torre, para a criação de um espaço museológico de divulgação do espólio da igreja, segundo informação da autarquia.

Outras intervenções definidas em projeto e previstas passam pela requalificação do pátio lateral nascente, reparação e substituição de rebocos e cantarias dos planos verticais exteriores, reparação e conservação de parte dos tetos e paredes interiores, substituição de sistemas de iluminação e redes elétricas e de telecomunicações e reformulação das redes de saneamento, abastecimento de água e a drenagem de águas pluviais que, para além da drenagem das coberturas, contempla a implantação de um dreno no perímetro exterior do edifício.
Também têm sido desenvolvidos trabalhos de escavação arqueológica no interior e exterior do edifício, trabalhos de conservação de elementos pétreos no interior do templo, bem como a preparação dos trabalhos de remodelação e conservação das coberturas.
Numa segunda fase, prevê-se que a intervenção passe por trabalhos de conservação e restauro de algum património móvel e integrado, nas áreas de material pétreo, de pintura mural, azulejaria, madeira, metais e vitrais.
