A obra de recuperação da Sinagoga de Tomar, que reabriu em 2019 após obra de requalificação e restauro, foi galardoada na edição de 2020 do Prémio Nacional de Reabilitação Urbana na categoria de Melhor Intervenção de Restauro. A cerimónia decorreu no dia 17 de setembro, no Porto.
O projeto de Conservação e Reabilitação premiado é da autoria dos arquitetos Fernando Sanchez Salvador e Margarida Grácio Nunes (gabinete FSSMGN Arquitectos), que contaram com vasta equipa no acompanhamento, caso da arquiteta Elsa Pimenta e do engenheiro José Almeida, do Município de Tomar, entidade responsável pela execução da obra.

Para o Município de Tomar esta distinção “é mais uma valorização de um monumento que, mesmo antes da intervenção, era já o mais visitado da cidade a seguir ao Convento de Cristo, mas que ganhou uma nova dignidade com a obra e novos motivos de interesse com a criação do núcleo interpretativo”.
De referir que o projeto ainda engloba a conclusão de um jardim em edifício contíguo ao núcleo interpretativo.
Pensa-se que a a Sinagoga tomarense foi construída no final da primeira metade do século XV, sendo a única Sinagoga edificada de raiz para o efeito em Portugal que chegou aos nossos dias.
Após o édito de expulsão dos judeus, o edifício teve várias utilizações, desde cadeia a ermida católica, bem como celeiro e armazém de mercearias.

Foi classificada como monumento nacional em 1921, e adquirida dois anos depois por Samuel Schwarz, judeu polaco investigador da Cultura Hebraica, que a recuperou e doou em 1939 ao Estado Português com o intuito da instalação do Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto.
A autarquia já tentou adquirir e angariar o espaço para património municipal, porém não houve lugar a acordo com a Direção-Geral de Tesouro e Finanças com a proposta apresentada pela CM Tomar.
