Crianças do primeiro ciclo do Centro Escolar de Casais viram-se impossibilitadas de realizar a visita de estudo programada uma vez que o autocarro não apareceu. Foto: Facebook Centro Escolar de Casais

Depois de nesta quarta-feira várias crianças do primeiro ciclo do Centro Escolar de Casais se terem visto impossibilitadas de seguir numa visita de estudo, uma vez que o autocarro solicitado não compareceu e da coordenadora do Centro Escolar se ter demarcado desta falha no transporte, o município de Tomar decidir esclarecer a situação e tornar pública a comunicação que enviou ao Agrupamento de Escolas dos Templários.

Em causa estão as crianças que frequentam o primeiro ciclo no centro escolar de Casais que não puderam realizar a visita escolar agendada, uma vez que o autocarro solicitado à Câmara Municipal não apareceu. Na página de Facebook do referido centro escolar foi publicado que “por motivos completamente alheios à Sra. Coordenadora do Centro Escolar, não foi possível realizar-se a Visita de Estudo a Lisboa”, referindo-se que foi feito um piquenique com as crianças de forma a “colmatar tal prejuízo”.

Na comunicação que o município divulgou sobre uma situação que “lamenta”, é referido que, depois de no dia 30 de março ter tomado conhecimento da necessidade do autocarro municipal ter de parar durante três dias para manutenção em oficina, a autarquia solicitou um orçamento no dia 31 de março à empresa do setor, que deu resposta no mesmo dia.

No seguimento, foram estabelecidos contactos via telefone e email entre os dias 31 de março e 1 de abril, no sentido de ser confirmada a receção do orçamento e a confirmação do serviço, pelo que “no dia 05/04, às 16h42, foi enviada requisição externa n.º 876 por e-mail à empresa para a execução do serviço, procedimento igual a tantos outros já ocorridos”, sendo que o município considerou assim o serviço adjudicado, pode ler-se.

“Lamentamos a situação e o incómodo provocados na comunidade escolar, não podendo deixar de referir que a possibilidade de falha só acontece porque o município oferece excecionalmente estas viagens às escolas, algo que talvez não seja suficientemente sublinhado em regularidade, e que ao longo de anos e muitas dezenas de viagens anuais tem decorrido sem falhas”, diz ainda a autarquia.

Depois de referir que não pode garantir “absolutamente” que esta situação não volte a acontecer, “tanto pelas muitas solicitações do autocarro municipal, como pelas dificuldades das empresas do setor”, o município diz que é necessária uma reflexão sobre a forma e condições em que é feita esta oferta às escolas.

O serviço de transporte (e consequente visita de estudo) que não chegou a ocorrer no dia 6 de abril está agora remarcado para o dia 20 de abril.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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1 Comentário

  1. “Lamentamos a situação e o incómodo provocados na comunidade escolar, não podendo deixar de referir que a possibilidade de falha só acontece porque o município oferece excecionalmente estas viagens às escolas, algo que talvez não seja suficientemente sublinhado em regularidade, e que ao longo de anos e muitas dezenas de viagens anuais tem decorrido sem falhas”, diz ainda a autarquia.”
    Só falham por ser oferta da câmara? Sejam responsáveis!

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