Foto: Hugo Cristóvão

Visando substituir os anteriores autocarros que estavam “bastante debilitados” devido à utilização “muito intensiva” que tiveram ao longo das últimas duas décadas, os novos seis autocarros foram adquiridos para fazer o trabalho de quatro, sendo que se está agora a fazer a testagem quanto à real durabilidade das baterias e se estas são capazes de suportar a carga horária diária.

Neste momento circulam três veículos de manhã enquanto os outros três estão a carregar (situação que se inverte no período da tarde), explicou Hugo Cristóvão na reunião camarária de 9 de janeiro, adiantando que a intenção é tentar perceber se com os seis veículos se pode alargar os atuais percursos existentes.

Depois de algumas dúvidas apresentadas pelo vereador Tiago Carrão (PSD), nomeadamente quanto à utilidade (ou não) a dar-se aos autocarros antigos e quanto à sua “perplexidade”, por só agora se estar a tentar perceber a durabilidade das baterias – algo que, segundo o edil, devia ter sido equacionado no ato da compra – foi Anabela Freitas (PS), presidente da Câmara, quem tomou a palavra para dar explicações.

Segundo a autarca, os autocarros anteriores encontram-se em “muito mau estado”, sendo que os serviços se encontram a avaliar se, eventualmente, compensa requalificar aqueles que estejam em melhor estado para que estes possam ficar ao serviço da Câmara naquilo que é o regulamento de cedência do autocarro. Conforme deu nota a líder do município nabantino, em algumas deslocações solicitadas não se justifica o uso do autocarro de 52 lugares, pelo que um desses veículos mais pequenos bastaria.

No entanto se nenhum dos veículos estiver minimamente em bom estado e se o custo da sua transformação for elevado, está em cima da mesa a venda dos autocarros, avaliação essa que se encontra a ser feita, disse Anabela Freitas.

Quanto aos novos seis autocarros e à sua fase de testagem, a eleita socialista explicou que estes foram comprados no pressuposto de um novo e terceiro circuito entrar em funcionamento. Este possível novo circuito está já aprovado quer pela Câmara (no anterior mandato) quer pela Autoridade de Mobilidade, sendo que o mesmo alarga a utilização dos autocarros mais para fora do centro histórico da cidade, passando a incluir as localidades de Carvalhos de Figueiredo, Cabeças e Santa Marta.

“Agora também sabemos que os fabricantes dizem que têm uma autonomia de X e depois na prática pode-se verificar que essa autonomia é de X-Y, também devido ao tipo de condução que é utilizado. E portanto antes de colocarmos todos já a funcionar, estamos a fazer este teste porque não queremos correr o risco de um autocarro ficar parado por falta de carga e portanto estamos a fazer este teste neste momento e é nesse sentido que o senhor vereador aqui colocou essa questão”, concluiu Anabela Freitas.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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