O Município de Tomar refere, em comunicado, estar a acompanhar de perto a situação da vespa velutina/vespa asiática, no concelho. Recorde-se que esta quarta-feira, dia 28, um casal de madeireiros, em Serra, Tomar, foi atacado enquanto procedia ao corte de árvore onde estava um ninho de vespas velutinas (asiáticas) que, ao sentirem-se ameaçadas, atacaram em grupo. O casal teve alta hospitalar no mesmo dia. Ainda assim a autarquia apela a todos os cidadãos para que procedam à colocação de armadilhas simples e estar atento, contactando as autoridades ou Proteção Civil em caso de alerta.

O município relembra que a vespa velutina “encontra no concelho, como na generalidade do país, condições propícias ao seu desenvolvimento, uma vez que não tem predadores naturais, colocando em perigo a biodiversidade e nomeadamente as abelhas e a produção de fruta, além de ser mais agressiva”.

No mesmo comunicado recorda-se que “foram realizadas sessões de esclarecimento no início do ano e implementadas diversas medidas de controlo e prevenção, nomeadamente com a colocação de cerca de 450 armadilhas na zona urbana e rural”, tendo também todas as juntas de freguesia recebido “indicações para colocação de armadilhas no seu território”.

A vespa velutina é de tamanho superior e mais escura que a vespa comum, e com apenas uma lista amarela no abdómen – não confundir com a vespa crabro que é ainda maior mas com o abdómen todo amarelo e que não é uma ameaça.

Fonte: CM Tomar

Ao contrário da vespa comum, a vespa asiática, quando se sente em perigo, organiza-se para atacar em grupo, pelo que pode também ser bastante perigosa para o ser humano e para os outros animais.

No mesmo comunicado, o município recorda que “a única forma de combate é prevenir o aparecimento dos ninhos e, uma vez instalados, a sua remoção completa e destruição, tarefa que só deve ser realizada por técnicos especializados”.

“Qualquer tentativa por outros meios (nomeadamente com varas ou com armas de fogo), não só pode colocar em risco quem o fizer, como, não destruindo completamente o ninho, acabar por levar à criação de outros. Deste modo, se verificar a existência de vespas velutinas ou de um ninho das mesmas, deve contactar de imediato uma das entidades responsáveis”, indica.

O método mais eficaz para tentar evitar a sua proliferação consiste na montagem de armadilhas caseiras, usando garrafas ou garrafões de água

Armadilha para evitar proliferação da vespa velutina. Foto: DR

Uma simples garrafa de água de 1,5 litro com dois gargalos colocados em aberturas laterais em posição invertida faz uma armadilha eficaz. Como isco, o mais simples é juntar 1 litro de água, 0,5 kg de açúcar e 20 gr de fermento e distribuir pelas armadilhas.

Se pretende saber mais sobre este assunto, esclarecer dúvidas ou informar da existência de vespas ou de ninhos, contacte a Linha SOS Ambiente pelo número 808 200 520 ou consulte o site www.sosvespa.pt<http://www.sosvespa.pt/> . No concelho de Tomar tem ao seu dispor o número de telefone da Proteção Civil (249 324 030), da GNR (249 320 060) ou da PSP (249 328 040).

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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2 Comentários

  1. Há umas semanas foi localizado no meu quintal em Pai Cabeça, Serra, Tomar, um ninho de vespas asiáticas dentro da base do tronco de uma oliveira. Tentou-se bloqueá-las com espuma de polipropileno. Muitas morreram presas na própria espuma, mas passados dias as que sobreviveram, abrir novo buraco ao lado da zono coberta com a espuma e estou lá instaladas de novo.
    QUE DEVO FAZER?

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