A Assembleia de Freguesia São João Baptista e Santa Maria dos Olivais, em Tomar, aprovou na reunião de 10 de abril a moção “Devolver o rio Nabão aos tomarenses” em defesa do rio Nabão.
O documento foi apresentado pela CDU, que lembra as condições em que se encontra o rio Nabão, considerando que até ao momento não se conseguiu resolver o problema visível nos focos de poluição ao longo do rio Nabão e em toda a cidade de Tomar.
Solicita, por isso, que a Câmara Municipal tenha “uma ação mais concreta e eficaz na despoluição do rio Nabão”.
“A CDU de Tomar, após várias visitas ao terreno, na ribeira de Seiça, junto à ETAR constatou a existência de diferenças significativas na corrente da água, antes das instalações da estação e depois, com fortes indícios de poluição”, refere a moção que salienta que os vários partidos com assento parlamentar questionaram o governo, acerca da poluição do rio Nabão, obtendo sempre a mesma resposta inconclusiva “não foi possível ainda detetar o ou os focos de poluição do rio Nabão”, dizem.
“Como esta situação continua a merecer uma enorme preocupação por parte da CDU, uma vez que a qualidade das águas rejeitadas não aparenta ter a qualidade devida,
comprometendo o ambiente e a biodiversidade do rio. Não obstante, põe em causa a saúde publica, já que as águas do rio Nabão juntam-se ao rio Zêzere, afluente do rio
Tejo, rios que abastecem várias populações”, refere o documento.
A moção aprovada considera que “o rio Nabão está sujeito a ficar classificado como um dos afluentes que mais polui o rio Tejo, que até ao momento os problemas de poluição continuam a persistir sem se conhecer as fontes poluidoras, e que se está perante crimes ambientais, promovidos por empresas/entidades que continuam impunes e sem fim a vista”, pelo que a Assembleia de Freguesias São João Baptista e Santa Maria dos Olivais deliberou “solicitar que a Câmara tenha uma ação mais concreta e eficaz na despoluição do rio Nabão e exigir dos organismos oficiais competentes uma fiscalização eficiente e rigorosa das fontes poluidoras e a sua consequente criminalização”.
Pretende ainda incitar o Executivo da Câmara a elaborar um plano de despoluição e recuperação da respetiva bacia.
