Foto: D.R.

O Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, afirmou esta quinta-feira, 8 de junho, que o Ministério do Ambiente adquiriu drones para fazer vigilância noturna em zonas onde haja problemas de descargas poluentes, como no Nabão, em Tomar, ou no Almonda/ribeira da Boa Água, em Torres Novas. Foi também formado um piquete de fiscalização, disponível 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados.

O responsável falou à comunicação social à margem dos 30 anos da Estação de Tratamento de Águas de Asseiceira, em Tomar. Questionado sobre a poluição que se tem verificado no rio Nabão, Carlos Martins começou por frisar que o atual Governo tem dado atenção às questões da poluição, com uma “intervenção significativa no Tejo que apresentava contornos de grande preocupação”. Já foram criados mecanismos envolvendo várias entidades fiscalizadoras e um plano de inspeção para 2017.

Recentemente, adiantou, a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) criou um piquete de fiscalização, disponível 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados, “que era algo que não existia”. “Foram adquiridos drones com capacidade de filmagem noturna” para que aqueles “agentes económicos e cidadãos que fazem descargas selvagens” possam ser identificados.

Sobre o rio Nabão, Carlos Martins referiu que “não tem havido evidências que as principais ETARs ultrapassem as licenças e os limites de descarga” e sempre que há análises elas estão dentro dos parâmetros ou não é possível identificar um responsável. “Estamos atentos”, frisou, mas ainda ninguém foi apanhado em flagrante, trabalho que os drones poderão realizar, identificando a origem da descarga poluente.

Quanto ao rio Almonda e à poluição na ribeira da Boa Água, o Secretário de Estado adiantou que está para breve uma “reunião para fazer um balanço” das medidas tomadas e verificar se houve melhorias. A limpeza da ribeira realizada pelo município torrejano permitiu identificar os locais de descarga e a empresa mais apontada como a grande poluidora “está a fazer estudos no sentido de reabilitar as suas estruturas de tratamento”. “Vamos ponderar onde estamos e estabelecer os próximos passos”, terminou.

Cláudia Gameiro

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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1 Comentário

  1. Boa tarde,

    todas as iniciativas são bem vindas tais como a aquisição de drones para fiscalizar os locais durante a noite. Tudo bem.
    A grande questão é quem é que fiscaliza durante o dia pois, em VV de Rodão, o inferno continua refletindo-se qualidade do ar, ocorrências que parecem não ter fim.
    Acerca de uma semana o rio Tejo em Abrantes e Ortiga apresentava uma coloração amarelada e o cheiro a químicos fazia-se sentir na zona do açude insulflável. O vento soprava de jusante…
    Ontem, 9 de junho, o caudal do rio Tejo na sua “passagem” pelo Aquapolis de Abrantes, apresentava o volume mais diminuto que alguma vez vi naquele rio.
    Segundo o Ministro do Ambiente, o mês de junho marca a entrada em vigor do caudal mínimo acordados com a concessionária das barragens do Fratel e Belver que como todos sabem é a EDP. Até à data, tudo continua igual.
    Tenho a sensação que a entrada em vigor do caudal mínimo (espero que não seja o que se tem visto nos últimos dias) será bem ao nível da promessa eleitoral do executivo abrantino do PS de asfaltar a estrada que liga S. Facundo-Vale das Mós (será na recta final do último ano de mandato para render votos, na candidatura à Camara e Assembleia Municipal e também ao nível de União das Freguesias de S. Facundo e Vale das Mós). Assim sendo, o caudal entrará em vigor às 23:59:59 do dia 30 de junho. Vai uma aposta?

    Armindo Silveira

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